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Nem Morta Serei Sua romance Capítulo 170

Gaspar recolheu a mão, desanimado.

Olhou para o verde do salsão sobre o arroz branco. Estava perfeito, mas ele perdera totalmente o apetite.

Fechou os olhos por um instante e voltou a olhar para Genebra.

— Então, o que você quer comer amanhã? Eu faço.

— Gaspar, o que você está fazendo? — Genebra soltou os talheres, fazendo um som metálico estalar.

O homem a olhou fixamente, sem alterar o tom de voz.

— Tentando te agradar. Não percebeu?

Genebra travou. Agradar?

Alguém como Gaspar, quando ele já precisou agradar alguém?

Mesmo nos negócios, contra rivais difíceis, ele sempre usava mão de ferro.

Até com Rubens, que era irmão de seu pai, ele não demonstrava piedade.

Por isso Rubens sempre recorria a golpes baixos.

Enfrentar Gaspar de frente nunca trazia vantagens.

Cinco anos de casamento tratando-a como ar, e agora queria agradá-la?

Genebra riu da frase.

— Gaspar, não é necessário.

A relação deles era apenas um acordo.

E ela partiria amanhã.

Gaspar continuou olhando para ela enquanto ela retomava os talheres e voltava a comer como se nada tivesse acontecido.

Algo no fundo dos olhos dele se partiu silenciosamente.

Muito tempo depois, ele pegou seus talheres devagar, com a voz cansada.

— Entendi. Coma.

À tarde, Genebra empacotou todas as peças que havia criado.

Chamou um motoboy e enviou tudo para Luana.

Era sua última noite sob o teto da família Solavento. Ela planejava relaxar.

Vestiu-se e, ao sair, passou pelo escritório de Gaspar justo quando ele abria a porta.

Seus olhares se encontraram. Genebra desviou o dela friamente e se virou para sair.

O homem a chamou.

— Vai aonde?

Genebra olhou para trás, tom indiferente.

— Ver um filme.

Gaspar assentiu levemente.

— Que filme?

Genebra pausou. Ouvir tal pergunta de Gaspar era novidade.

Mas, como estava de bom humor, respondeu pacientemente.

— Zootopia.

Gaspar olhou para o celular imediatamente.

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