Gaspar ficou atônito.
— Como assim é a sua...?
Sua frase parou abruptamente, pois ele viu que Genebra também vestia uma roupa hospitalar.
A medula dela?
Não, impossível.
O rosto de Gaspar ficou branco como papel instantaneamente, como se todo o sangue de seu corpo tivesse sido drenado.
O Sr. Nogueira aproximou-se, extremamente descontente.
— Sr. Teixeira, eu concordei em ajudá-lo contra a família Teixeira e apostei todo o meu patrimônio nisso. Fiz tudo porque você encontrou a medula para minha filha. Se sua esposa continuar com esse escândalo e arruinar a cirurgia da minha filha, nossa cooperação acaba aqui.
Ao ouvir isso, o corpo de Genebra enrijeceu violentamente.
Gaspar sabia. Ele sabia de tudo.
Foi de propósito. Ele fez de propósito!
Usou a medula dela em troca do apoio do Sr. Nogueira.
Para Marta viver, ela teria que morrer.
Gaspar realmente queria torturá-la dessa forma.
Vê-la criar esperanças para depois destruí-las com as próprias mãos.
Genebra desesperou-se completamente. Ela não podia vencer Gaspar.
Desde o início, ela era apenas um palhaço saltitante, e Gaspar a assistia pular.
Mas nunca conseguiu escapar da palma da mão dele.
Toda a altivez de Genebra foi pulverizada; ela parecia ter perdido os ossos e desabou.
Se Gaspar não a tivesse segurado, ela certamente estaria caída no chão agora.
Gaspar sentiu que a pessoa em seus braços, ao ouvir as palavras do Sr. Nogueira, perdeu visivelmente a vida.
Como se tivesse se quebrado inteira, impossível de ser remontada.
O coração de Gaspar doeu tanto que ele mal conseguia respirar, e seu tom foi hostil:
— Minha esposa não fará isso.
Dito isso, ele pegou Genebra no colo e saiu a passos largos.

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