Os seguranças paralisaram, e até Breno se assustou.
Suportando a dor, ele tentou persuadi-la:
— Genebra, acalme-se, haverá um jeito.
Genebra curvou os lábios. Jeito?
Que jeito haveria? Ela já tinha sido encurralada num beco sem saída por Gaspar.
O policial tentou acalmar a situação:
— Não se exalte, é apenas para ajudar na investigação. Vamos conversar com calma.
Outro policial esgueirou-se pelo lado, encontrou uma oportunidade e arrancou o caco da mão de Genebra.
Mas a mão dela também sofreu um corte.
Genebra parecia nem perceber; aquela dor, para ela, já não era nada.
Vendo que Genebra fora contida, os seguranças não continuaram a dificultar para Breno; largaram-no e saíram seguindo o grupo.
Breno foi jogado no chão, uma dor surda vindo de seu braço, fazendo sua visão escurecer. Quando conseguiu se levantar com dificuldade, Genebra já tinha sido levada.
Com as mãos trêmulas, ele fez uma ligação.
Genebra foi colocada na viatura; não ofereceu resistência nem disse uma palavra.
Antes mesmo de ser interrogada, foi enviada diretamente para o centro de detenção.
Genebra não ficou surpresa; com certeza Gaspar havia dado ordens para torturá-la ainda mais.
Para que tanto esforço? Ela não tinha muitos dias de vida mesmo.
Ela não sabia quanto tempo havia passado quando duas mulheres, uma gorda e uma magra, entraram na cela onde ela estava. Tinham uma aparência vulgar, pareciam bandidas de rua.
Genebra encostou-se no canto, de olhos fechados, ignorando-as.
A mulher magra piscou para a gorda, que avançou diretamente, agarrou o cabelo de Genebra e a levantou.
— Vê a chefe e não diz nada? Está se fingindo de morta?
Genebra franziu a testa de dor e olhou friamente para a outra, sem qualquer emoção nos olhos.
A mulher gorda hesitou por um instante; aquele olhar sem nenhum desejo de viver causava calafrios.
A mulher gorda ficou irritada e levantou a mão para apertar a bochecha de Genebra.

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