Jaime estava atordoado.
— Não foi o senhor que disse para trazê-la de volta? Eu chamei a polícia para... — Prende-la.
Ele não terminou a frase.
A expressão de Gaspar escureceu visivelmente, deixando claro que estava insatisfeito com a atitude dele.
Ferrou. Ele entendeu tudo errado.
Gaspar, furioso, tossiu violentamente, repuxando a ferida. A dor fez gotas de suor frio brotarem em sua testa.
Sua voz soou ainda mais fraca.
— Eu disse para trazê-la de volta, não para prendê-la. Esqueça. Onde ela está? Leve-me lá agora.
Percebendo o mal-entendido, Jaime entrou em pânico. Genebra já estava detida na delegacia há vinte horas.
— Desculpe, Sr. Teixeira, a culpa é minha. Vou buscar a senhora imediatamente.
Gaspar já tinha se arrastado até a beira da cama.
— Não precisa, eu mesmo vou.
Mas assim que tentou se levantar, a dor o fez cair sentado novamente, respirando com dificuldade. Era óbvio que a dor o impedia de se mover.
Jaime ficou com o coração apertado.
— A senhora tratou o senhor assim, por que ainda se preocupa com ela?
Gaspar lançou-lhe um olhar cortante. Jaime encolheu o pescoço, mas insistiu, criando coragem.
— Sei que o senhor não gosta de ouvir, mas não pode mimar a senhora desse jeito o tempo todo. Ela precisa aprender uma lição.
O rosto de Gaspar ficou sombrio.
— Vá fazer uma coisa para mim.
...
— Genebra, alguém veio pagar a fiança.
Encolhida no canto da parede, Genebra estremeceu.
Ela quase congelou durante a noite. Só conseguiu dormir um pouco quando o dia estava quase amanhecendo.
Depois disso, sentia o corpo alternar entre frio e calor. Estava confusa, e sua cabeça pesava horrores.
Ao ouvir alguém chamá-la, não reagiu de imediato. Só quando a pessoa parou à sua frente e a sacudiu é que ela acordou, com lentidão.

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