Sentada no banco do motorista, Débora curvou os lábios.
— Mande para mim.
Selena obedeceu.
Débora pensou um pouco e mexeu no celular novamente.
...
Luzia do Mar, escritório da empresa de Gaspar.
— Gaspar, o Sr. Nogueira já iniciou o projeto. Com esse capital, nossa empresa conseguirá resistir à pressão do Grupo Teixeira. Mesmo que o Grupo Teixeira queira te substituir, eles não vão durar muito.
Dário sorriu com malícia.
— Você realmente tem jeito. Atingiu o calcanhar de Aquiles.
O ponto fraco do Sr. Nogueira era a vida da filha.
Resolvendo isso, o Sr. Nogueira cooperou obedientemente.
Se Rubens tivesse agido primeiro, o resultado seria totalmente diferente.
Essa batalha era crucial para Gaspar.
Gaspar parecia desinteressado. Ele ordenou a Jaime:
— Investigue como Débora encontrou aquele doador.
— Sim. Vou imediatamente. — Respondeu Jaime.
Quando Jaime saiu, Dário soltou um riso frio.
— Gaspar, só agora você resolveu desconfiar do seu grande amor?
Gaspar franziu a testa.
— Ela não é.
— Não é o quê? — Dário perguntou, fingindo inocência. — Seu grande amor?
Gaspar lançou um olhar cortante, e Dário levantou as mãos rindo, numa defesa fraca.
— Não me olhe assim. Eu não me importo se você tem um grande amor ou não. — Dário o provocou deliberadamente. — Mas é assim que a Genebra pensa. Você ficou três meses em Luzia do Mar montando nossa empresa para lutar contra o Grupo Teixeira e se desvincular deles. Mas você não foi para casa por três meses, e quando voltou, levou a Débora grávida junto. Qualquer um ficaria com raiva.
Dário adorava ver o circo pegar fogo.

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