A mão de Genebra formigava com o impacto.
Seu peito subia e descia violentamente de raiva.
O maxilar de Gaspar estava tenso, como se estivesse se contendo; ele esperou um momento antes de virar a cabeça e olhar para Genebra.
— Seu corpo precisa de repouso agora, não se irrite.
Genebra riu de raiva.
— De um lado diz que quer fazer as pazes, do outro continua me machucando. Gaspar, você é inacreditável.
Ela bateu a porta com força e a trancou.
Encostou-se na porta e escorregou lentamente até o chão.
A porta e o chão gelados faziam Genebra sentir frio por todo o corpo; ela não sabia por quanto tempo Gaspar continuaria com aquela loucura.
Ela olhou fixamente para as quatro paredes ao redor.
A casa, que deveria ser luxuosa e complexa, aos seus olhos era apenas uma gaiola dourada, nada mais.
Ela enfiou os dedos nos cabelos e puxou com força; a dor no couro cabeludo lhe trouxe um pouco de clareza.
O celular tocou, exibindo um número desconhecido.
A pálpebra direita de Genebra tremeu e um mau pressentimento surgiu.
Ao ver a foto enviada, ela congelou, seus dedos tremeram e o celular caiu no chão com um baque.
Lágrimas encheram seus olhos instantaneamente, impedindo-a de ver qualquer coisa.
Ela pegou o celular desajeitadamente, limpou os olhos de qualquer jeito e enviou uma mensagem com dificuldade.
— Quem é você? O que você quer?
A mensagem caiu no vazio, ninguém respondeu.
Genebra esperou e esperou, seu coração parecia estar sendo assado em um vulcão.
Ela não tinha coragem de abrir a foto novamente, mas se não olhasse, temia perder alguma informação importante.
No momento em que abriu a imagem, fechou os olhos novamente; uma dor imensa dilacerava seu coração.
Demorou um bom tempo até que ela abrisse os olhos e, vendo tudo naquela imagem, sentiu uma ardência terrível.
Ela examinou cuidadosamente cada detalhe da foto, e seu coração parecia estar sendo cortado por facas, pedaço por pedaço.

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