A voz de Luana parou abruptamente, e ela olhou sem entender nada para Ademir.
Ele estava com os olhos brilhando, sorrindo para Luana e batendo palmas com entusiasmo.
— Você tem toda a razão.
Luana ficou sem reação.
Ela fez uma careta de nojo.
— Você é doente?
Dito isso, puxou Genebra para irem embora.
Gaspar quis ir atrás, mas foi segurado por Ademir, a quem ele afastou com repulsa.
Ademir assentiu com ar solene.
— Gostei dessa garota. Como ela se chama?
Gaspar ficou mudo.
— É amiga da Genebra, certo? — Ademir concordou consigo mesmo. — Vou correr atrás dela.
Gaspar soltou uma risada sarcástica repentina.
— Seu gosto é realmente peculiar.
No primeiro encontro já foi xingado e ainda diz que vai atrás da pessoa?
Mas Ademir não se importou.
— Uma moça boazinha como a Genebra só serve para ser intimidada por gente como você. Vou te dizer, se você não der valor, tem muita gente querendo a Genebra. Já aquela garota é diferente, parece um rojão, explode fácil. A vida assim é muito mais interessante, soltando fogos de artifício todo dia.
Gaspar franziu o rosto.
— A Luana tem razão, você é mesmo doente.
Ademir gritou chamando por ele e foi atrás de Gaspar.
— O nome dela é Luana? Nome festivo, gostei. Ei, onde você vai? Como seu médico, não autorizo sua alta, tem que ficar de repouso, ei!
Luana arrastou Genebra para fora do hospital e, ao entrar no carro, suas mãos ainda tremiam.
Genebra percebeu que algo estava errado e perguntou com preocupação.
— O que foi? Aconteceu alguma coisa?
O rosto de Luana estava pálido.
— Eu xinguei o Gaspar... ele vai me mandar matar?

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