Dizer que havia um item de coleção que Genebra certamente gostaria.
Era pura conversa fiada.
O objetivo de Gaspar era que ela conhecesse Natália.
Ser usada era desagradável, mas Genebra não se prendeu a isso.
Já que Gaspar a usava, ela também poderia aproveitar para construir sua própria rede de contatos.
Ela pegou o celular.
— Sra. Castro, que tal trocarmos contatos? Posso recomendar obras do seu gosto. Ou se tiver interesse em alguma peça minha, terei prazer em oferecer.
Natália pausou; ouvira da Sra. Duarte que Genebra era a pupila favorita de Jonas e a admirava muito.
Infelizmente, Jonas falecera em um acidente e tinha um temperamento difícil.
Agora, vendo que Genebra não só tinha talento, mas era fácil de lidar, Natália ficou radiante.
— Ótimo, eu adoraria. Agradeço desde já, Sra. Amorim.
Genebra sorriu gentilmente.
Ela já era bela, e sem sorrir tinha uma aura fria e distante.
Mas quando sorria, transmitia um calor encantador.
— A senhora é muito gentil, por favor, chame-me pelo nome. É mais íntimo.
Vendo Genebra tão acessível, Natália também deixou a formalidade de lado, afinal, Genebra não era muito mais velha que seus filhos.
— Certo, então te chamarei de Genebra? Tudo bem?
— Claro que sim.
Natália segurou a mão dela.
— Então não me chame de Sra. Castro também, me chame de Natália, assim ficamos mais próximas.
Pela hierarquia, Natália era amiga da Sra. Duarte, e Genebra deveria tratá-la com mais reverência.
Mas como Natália insistiu, ela não quis envelhecê-la.
— Tudo bem, Natália.

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