Ela não agradeceria.
Era óbvio que Gaspar queria usá-la como moeda de troca.
Gaspar não se importou com a frieza dela, pegou sua mão e a colocou em sua palma.
A palma dele era seca e quente, aquecendo um pouco a mão gelada de Genebra.
Genebra não tinha interesse nos primeiros lotes e assistia com desânimo.
Até que uma peça de artesanato com pintura interna foi trazida, e Genebra arregalou os olhos instantaneamente.
Era exatamente o presente de casamento que Jonas lhe dera.
O frasco de vidro dourado que Gaspar e Amália haviam dado de presente para outra pessoa.
Era uma das obras-primas da coleção de Jonas.
Ninguém leiloaria uma peça desse nível, pois era rara demais.
Única no mundo.
Se alguém colocou isso a leilão, só podia estar falido.
Enquanto Genebra estava atônita, Gaspar sussurrou em seu ouvido:
— Quando minha mãe deu isso de presente, tentei recuperar, mas minha base ainda não era sólida e foi difícil convencer a outra parte. Nestes anos, fiz com que fossem à falência e收购ei tudo; agora colocaram os bens em leilão. Gostou?
Genebra olhou para ele, atordoada; então, quando ele disse que ela gostaria do item desta noite, referia-se a isso?
Ele realmente queria que ela recuperasse aquele precioso frasco de vidro?
Não era apenas para usá-la?
Gaspar olhou para ela, com um sorriso leve no canto da boca, e tocou o queixo de Genebra com o dedo.
— Que cara é essa? Ficou boba de felicidade?
Os cílios de Genebra tremeram rapidamente, reprimindo suas emoções.
Impossível, como Gaspar poderia se importar tanto com ela? Era apenas coincidência.
O frasco foi arrematado por Gaspar sem problemas, ninguém sequer deu outro lance.
Como Natália dissera, aquela peça estava reservada para Genebra.
Gaspar, satisfeito, sussurrou:
— Satisfeita?

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