Os três jantaram e Breno voltou para o hotel, planejando retornar a Luzia do Mar no dia seguinte.
Nesses dias, ele permaneceu em Solavento e precisava voltar para tratar de alguns assuntos pendentes.
Genebra voltou com Luana para o estúdio; a exposição estava prestes a começar e ela precisava verificar os detalhes.
As duas conversaram por apenas meia hora quando o abdômen de Luana começou a doer de repente.
No início, era suportável, mas logo a dor a deixou pálida, com grandes gotas de suor escorrendo.
Genebra viu que algo estava errado e a levou diretamente para o hospital.
Assim que entraram na emergência, Genebra ouviu uma voz animada chamá-la.
— Genebra.
Genebra parou, olhando para o rosto coberto pela máscara, mas os olhos sorriam.
Era familiar, parecia ser um amigo de Gaspar.
Antes que pudesse falar, Ademir desviou o olhar, seus olhos se estreitaram e sua voz ficou grave.
— Luana, o que houve com você?
Luana já estava atordoada de dor e não conseguia falar.
— Ela está com dor no quadrante inferior direito. — Genebra explicou brevemente a situação de Luana.
Ademir mudou instantaneamente para a postura de médico profissional, com tom firme e calmo.
— Quando foi sua última menstruação?
As duas ficaram atônitas; Luana esqueceu a dor por um momento e olhou para ele, confusa.
— O que... o que isso significa?
— Preciso descartar a possibilidade de gravidez ectópica. — Respondeu Ademir.
O rosto pálido de Luana instantaneamente corou, e ela gaguejou.
— Eu não posso estar grávida.
Ademir insistiu.
— Métodos contraceptivos também têm uma chance de falhar...
— Eu não tenho vida sexual! — Luana retrucou irritada, ansiosa e envergonhada.
Ademir fez uma pausa, como se não estivesse surpreso.

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