Ao ouvir isso, Genebra ficou ansiosa e bloqueou o caminho de Ademir com o corpo.
— Dr. Gattas, sei que suas habilidades médicas são ótimas e sua ética também deve ser. Meus assuntos com Gaspar são apenas entre nós dois, não quero envolver minha amiga.
Ademir parou; ele tinha um pensamento simples, mas não era estúpido, e entendeu imediatamente.
Ele riu, balançando a cabeça.
— Você acha que estou intimidando sua amiga por causa do Gaspar?
Genebra apertou os lábios, claramente admitindo essa possibilidade.
Ademir ficou sem palavras.
— Gaspar não é meu pai, por que eu o obedeceria? Além disso, ele gosta tanto de você, como permitiria que alguém machucasse você ou sua amiga?
Genebra nem ouviu direito. Gaspar não a machucaria?
Ele quase a matou.
— De qualquer forma, agradeço muito o seu interesse, mas você não é o tipo da Luana e vocês não combinam. Obrigada por hoje.
Genebra se virou para sair.
Ademir não desistiu e seguiu ao lado de Genebra, tagarelando.
— Então, de que tipo ela gosta? Eu sou muito versátil.
Genebra ficou muda.
Se Ademir não tivesse atendido o chamado de uma enfermeira sobre um paciente, Genebra não saberia como se livrar dele.
Genebra voltou para ver Luana, que adormeceu confusa pela dor. Ela olhou para o soro, ainda restava mais da metade, e levantou-se para ir ao banheiro.
Assim que entrou no corredor, esbarrou em alguém.
A pessoa parecia apressada, não olhou por onde andava e, ao esbarrar, ainda acusou primeiro.
— Você não tem olhos?
Genebra pensou em deixar para lá, a equipe médica sempre estava com pressa para salvar vidas, mas ao ver o rosto da pessoa, sua expressão fechou.
A outra também a reconheceu, desviando o olhar.
— Que azar.

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