Roger olhou para os dois, percebendo o clima pesado.
Ele acenou para Gaspar.
— Gaspar, venha cá. Preciso falar com você.
Gaspar assentiu respeitosamente, mas, ao passar por Genebra, lançou-lhe um olhar profundo.
Não entendia o motivo daquela irritação repentina dela.
Quando entraram no prédio, ela estava nervosa e ele segurou sua mão.
Naquele momento, Genebra estava focada em ver Roger e não se soltou.
Os dois homens caminharam na frente, impossibilitando que Genebra ouvisse a conversa.
Ela apressou o passo para se distanciar de Priscila.
No entanto, a outra a seguiu, provocando deliberadamente.
— Genebra, você tem muita sorte. Ou melhor, o Benício é que é um inútil. Teve tanto tempo e não fez nada, ficou apenas de conversinha.
Genebra estancou os passos, olhando-a com frieza.
Priscila, percebendo a irritação, continuou com mais entusiasmo.
— Não me olhe assim. A culpa é sua por ser tão vulgar, qualquer homem quer te levar para a cama. Culpe a si mesma.
Genebra a encarou friamente, desviou o olhar e seguiu para o banheiro.
Priscila achou que ela estava com medo e a seguiu com um sorriso malicioso.
Não temia Genebra; aquela era sua antiga universidade e ela não faria escândalo ali para não envergonhar Roger.
Gaspar, caminhando à frente, olhava para trás ocasionalmente, monitorando Genebra.
Ao vê-la entrar no banheiro com Priscila, diminuiu o passo.
— Você ouviu o que eu disse? — Perguntou Roger, notando a distração.
Seguiu o olhar dele e riu ao entender.
— Você, hein... Precisa mudar esse temperamento. Gosta tanto dela, finalmente se casaram, trate-a bem. Genebra tem um coração mole; se você for bom, ela será ainda melhor.
Genebra vinha de uma família monoparental e fora adotada.

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