Aqueles dois eram almas sofridas.
Genebra entrou rapidamente no banheiro, verificando antes se havia câmeras; só havia uma no corredor.
Recolheu o olhar, foi até a pia e, calmamente, tirou o batom da bolsa para retocar a maquiagem.
Pegou o pente e arrumou o cabelo.
Arrumou-se de propósito hoje; sua aparência não estava tão abatida.
Como havia emagrecido alguns quilos, parecia muito com a época da faculdade.
Priscila entrou desfilando, cruzou os braços e observou Genebra pelo espelho.
Ao ver a postura contida dela, teve certeza de que não haveria confusão.
Deixou-se levar pela arrogância.
— Na noite do seu casamento, meu irmão estava com a Débora. Você também não ficou sozinha, né? Como foi? A experiência com o Benício deve ter sido inesquecível.
Genebra olhou para ela abruptamente, com o olhar gelado.
Era a segunda vez que Priscila mencionava aquela noite.
Antes não dera importância, achando que Amália contava tudo a ela.
Agora parecia que Priscila sabia demais.
Um pensamento surgiu na mente de Genebra.
— Foi você quem guiou o Benício até o meu quarto.
Não foi uma pergunta, mas uma afirmação.
Priscila ergueu a sobrancelha, sem constrangimento, e riu.
— Você não é tão burra assim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nem Morta Serei Sua