— Genebra, veja bem quem eu sou. — A voz de Gaspar era sombria.
Mas Genebra estava completamente delirante e, vacilante, levantou a cabeça para olhá-lo.
Seus olhos estavam totalmente desfocados.
No entanto, ela assentiu com seriedade.
— Sim, você é a mamãe.
Gaspar ficou sem palavras.
Ele não sabia se ria ou se ficava com raiva.
Levantou a mão e segurou o queixo de Genebra.
— Você está fazendo isso de propósito?
Os olhos de Genebra repentinamente ficaram vermelhos.
— Você ainda está brava? Eu sei que errei.
Ela abraçou a cintura de Gaspar.
— Eu devia ter te escutado naquela época. Estou tão arrependida agora de ter me casado com Gaspar.
O homem enrijeceu, baixando os olhos para a pessoa em seus braços, cujos cílios estavam úmidos com pequenas lágrimas, parecendo prestes a se despedaçar.
— Dói tanto, dói muito mesmo. — A voz de Genebra estava tão rouca que era apenas um sussurro.
Gaspar, de repente, sentiu o coração amolecer e perguntou com a voz grave:
— Onde dói?
Genebra apontou muito seriamente para os próprios joelhos.
— Dói nos ossos.
Depois apontou para o peito.
— Aqui também dói.
Gaspar assumiu que era a dor no corpo causada pela febre.
Ele massageou suavemente os joelhos dela.
— Vou massagear para você.
Genebra balançou a cabeça.
— Não adianta, eu vou morrer, dói de morrer.
Gaspar fechou a expressão.
— Genebra, não diga essas palavras de azar.
Morrer ou não morrer, ele realmente não queria ouvir aquilo.
Genebra balançou a cabeça atordoada, saindo dos braços dele e caindo sem forças no colchão, murmurando:
— Ninguém se importa. Ele já não se importa se eu vivo ou morro...
Grandes lágrimas rolaram dos cantos de seus olhos.
Ela estava exausta, fechou os olhos lentamente e sua respiração tornou-se longa e pesada.

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