Genebra ficou atônita, pensando que ainda estava sonhando; fechou os olhos e abriu novamente, mas o braço continuava pesadamente sobre ela.
Ela virou a cabeça bruscamente e viu o rosto adormecido de Gaspar.
Os cílios densos projetavam uma sombra suave sob seus olhos.
O cabelo, geralmente penteado de forma impecável, agora estava espalhado de qualquer jeito, cobrindo a testa, tirando sua habitual agressividade e dando-lhe um ar mais jovial.
Genebra ficou confusa; na noite anterior, ao chegar em casa, sentiu-se mal, tomou banho para pegar um remédio, mas acabou desmaiando de sono no sofá.
Como Gaspar entrou?
Depois de um momento de confusão, o rosto de Genebra fechou-se; ela levantou-se abruptamente, tirando o braço do homem de cima de si.
Ela saiu da cama e vestiu uma roupa; só então Gaspar abriu os olhos lentamente, com a voz rouca de quem acaba de acordar.
— Acordou?
Ele estendeu a mão e a puxou de volta; Genebra, sem forças para resistir, caiu em seus braços e congelou.
Gaspar encostou a própria testa na dela, sentindo a temperatura por dois segundos.
— Hmm, a febre baixou.
Genebra olhou para ele, atônita.
— Gaspar, o que você está fazendo?
Gaspar parecia meio adormecido, mas a pergunta de Genebra o despertou completamente.
Ele se afastou de forma antinatural.
— Você estava doente.
Os cílios de Genebra tremeram.
— Você estava cuidando de mim?
Gaspar apertou os lábios; com seu status e posição, como poderia cuidar de uma mulher?
Mesmo que essa pessoa fosse sua esposa.
Mas o que ele fez na noite passada?
Deu remédio a Genebra, passou toalhas mornas em seu corpo repetidamente para baixar a temperatura.
Só foi dormir quando o dia estava amanhecendo.
Nem trocou de roupa.
Sua camisa branca estava toda amassada agora.
Genebra soltou um riso leve, carregado de ironia.

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