Breno estudou na mesma universidade que Genebra, na faculdade de medicina; eles tiveram contato por causa das atividades do grêmio estudantil.
A relação deles era boa naquela época.
Ele também foi colega de Gaspar.
Só que, por algum motivo, pararam de se falar depois, embora se dessem bem na faculdade.
Genebra acabou perdendo o contato com ele.
Breno era diretor em um hospital particular na Luzia do Mar, ao lado de Solavento, e sua família tinha certa influência.
Genebra escolheu Luzia do Mar inicialmente porque era perto, chegava-se em uma hora.
Mas também porque estava fora da esfera de influência da família Teixeira, o que seria mais seguro.
Por coincidência, ela marcou uma consulta com um especialista, mas naquele dia o médico teve uma cirurgia de emergência e pediu a Breno para cobri-lo; assim Genebra reencontrou Breno.
Desde que Genebra adoeceu, Breno parecia mais ansioso do que ela.
Quando ela descobriu a doença, ficou um pouco deprimida, e foi Breno quem a encorajou o tempo todo.
Disse ainda que a doença dela, se encontrasse a medula óssea compatível, tinha uma taxa de cura muito alta.
Em meio ano, certamente encontrariam.
Breno até fez o teste de compatibilidade pessoalmente para Genebra, mas, infelizmente, não eram compatíveis.
Genebra pegou uma carona e foi para o hospital em Luzia do Mar.
Breno franziu a testa assim que a viu.
— Por que você emagreceu tanto?
Em apenas quinze dias sem vê-la, Genebra tinha perdido mais peso.
Genebra sorriu.
— Não emagreci, é que está frio e estou usando muita roupa, por isso parece.
Uma desculpa esfarrapada, mas Breno apenas franziu mais a testa, sem desmascará-la.
— Vamos, faça os exames primeiro.
Desta vez, Genebra não enrolou e foi obedientemente fazer os exames.
Breno pediu urgência, e os resultados saíram rápido. Ele olhou os papéis.
— Do jeito que você está, se seus índices não estiverem adequadosa, não posso fazer a cirurgia para você mesmo que a medula chegue, sabia?

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