Genebra saiu apressada do hospital; queria voltar ao ateliê para organizar suas obras.
— Ei, o que você está olhando? — Selena viu Débora olhando fixamente para uma direção e estranhou, mas ao olhar também, não viu nada demais.
Débora voltou a si e murmurou:
— Pareceu-me ver a Genebra saindo da ala de hematologia.
Ela pensou em algo.
— Selena, você não disse que tinha um conhecido aqui? Pergunta para ele, por favor.
Quando Selena encontrou Breno, ele estava organizando prontuários.
— Breno, está ocupado? — As bochechas de Selena coraram levemente.
Breno levantou os olhos casualmente para ela e voltou a olhar os papéis.
— Hmm, você veio.
Por muitos anos, Breno foi frio com ela.
Mas Selena achava que esse era apenas o jeito de ser de Breno.
— Breno, trouxe uma amiga para fazer um exame. — Selena tentava puxar assunto.
— Hmph, você não está no Grupo Teixeira? Ainda precisa vir ao meu pequeno lugar? — Breno tinha a língua afiada.
Ele fez uma pausa e olhou para Selena; ela estava com uma expressão ruim, forçando um sorriso ao encontrar o olhar dele.
— Desculpe, não é nada contra você. — Breno desculpou-se. — Sua amiga está bem?
Selena sabia que a relação entre Breno e Gaspar era delicada, então não ligou.
— Tudo bem. Ela está grávida de um herdeiro precioso, quer examinar mais para ficar tranquila.
Breno assentiu e continuou organizando os prontuários em suas mãos.
Selena aproximou-se curiosa.
— Breno, hoje em dia não é tudo prontuário eletrônico? Você ainda escreve à mão?
Breno não desconfiou dela.
— Sim, tenho o hábito de escrever à mão, penso enquanto escrevo.
Selena soltou um "ah" e olhou de relance, arregalando os olhos subitamente.
...

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