Gaspar chegou à mansão no subúrbio com sua equipe já ao anoitecer.
Seguindo as câmeras de vigilância, Gaspar viu que Genebra tinha sido trazida para cá e seu rosto escureceu instantaneamente.
Sem esperar Jaime chamar alguém para abrir, Gaspar chutou a porta principal.
A mansão estava vazia, apenas com algumas embalagens de comida e garrafas de água espalhadas.
Luana entrou correndo como uma louca, verificando cada quarto.
Em um quarto de hóspedes num canto, ela descobriu algo.
— Aqui!
Gaspar correu até lá, com uma aura sombria quase transbordando dos olhos.
Mas ao ver o quarto vazio, seu olhar parou, e ele olhou para Luana.
— Cadê ela?
Luana revirou os olhos e apontou para o canto da parede.
— Aqui, olha isso, é um sinal que a Genebra deixou.
Gaspar aproximou-se rapidamente e viu marcas de arranhões feitos com algo pontiagudo no canto da parede, parecia algum tipo de código.
Mas ele não entendia nada.
Se Luana não tivesse falado, ele nem teria notado.
Ele olhou confuso para Luana, que explicou com paciência, mas falando rápido.
— Antigamente, quando eu e Genebra estávamos no orfanato e éramos intimidadas por outras crianças, usávamos isso como código secreto.
Vendo a expressão de Gaspar mudar, o olhar dele indo da confusão para a seriedade.
Luana resumiu:
— Enfim, o sinal que Genebra deixou diz que alguém a sequestrou.
Quando crianças, o conhecimento delas era limitado, então o vocabulário do código também era.
Genebra só pôde deixar essas informações.
— Gaspar, mande investigar rápido de quem é esta mansão, e as câmeras também. Já que chegamos até aqui, com certeza dá para descobrir quem entrou e saiu.
O homem levantou-se lentamente.
— Não precisa investigar.
O rosto de Luana empalideceu.
— Gaspar, você não tem consciência? Vai mesmo abandonar a Genebra? Vocês ainda nem se divorciaram! Ou você quer que a Genebra morra para dar lugar à sua amante?
Luana falava cada vez mais irritada, as lágrimas caindo copiosamente; ela limpou o rosto e cerrou os dentes.
— Se você não vai fazer nada, dane-se, eu mesma vou procurar.
Ela agora tinha provas, podia muito bem chamar a polícia.
Não precisava desse canalha.
Luana pegou o celular e mal digitou o número da polícia quando o aparelho foi arrancado de sua mão.
— Devolve!
Luana tentou pegar, mas Jaime levantou o celular bem alto, usando sua vantagem de altura para que Luana não alcançasse.

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