Luana estancou.
Genebra ainda não sabia que ela já tinha visto o sinal que deixara.
Na verdade, Genebra estava realmente sem saída naquele momento, por isso fez a marcação, sem jamais imaginar que alguém veria.
— É propriedade da sua sogra? — Luana repetiu, incrédula.
— Não é à toa que o Gaspar não me deixou chamar a polícia agora há pouco, são todos farinha do mesmo saco. Você é mesmo um hipócrita, ainda fingindo na minha frente.
Fingia estar preocupado com Genebra, enganando até ela mesma.
Era realmente o pior dos crápulas.
A respiração de Genebra falhou, e seus dedos se curvaram lentamente.
Gaspar não permitiu a polícia para proteger Amália?
Ela riu de si mesma.
Por que achou que Gaspar ficaria do seu lado?
Gaspar fora repreendido por Luana o dia todo.
Se não fosse por Genebra, ele já a teria mandado calar a boca há muito tempo.
Agora ela ainda estava ali falando absurdos, e ele não suportava mais.
— Se você continuar falando bobagem, pedirei ao meu advogado para processá-la. Com um processo nas costas, seu pequeno ateliê vai aguentar?
Ao ouvi-lo ameaçar sua amiga, Genebra usou toda a sua força para empurrar Gaspar e proteger Luana atrás de si.
— Gaspar, se tiver algum problema, venha contra mim, não machuque a Luana.
Gaspar duvidou se seus ouvidos estavam funcionando direito.
Ele soltou uma risada de escárnio.
— Eu a machuquei? Ela está me xingando o tempo todo, você não ouviu nem viu?
Genebra manteve a expressão inalterada.
— Eu devia estar cega e louca para ter me casado com você.
Após dizer isso, ela puxou Luana e saiu diretamente.
Gaspar, furioso, socou a porta.
O som estrondoso foi assustador.
Jaime se aproximou.
— Sr. Teixeira, devemos investigar o lado da senhora Amália?
Afinal, Genebra parecia muito mal.
Somado às palavras de Luana, ele realmente suspeitava que Amália tivesse sequestrado Genebra.

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