Essa frase enfureceu Gaspar completamente.
— Já te expliquei tudo, por que você ainda quer criar caso com o divórcio?
Eram muitas coisas numa noite só, Genebra já não tinha energia.
— Gaspar, é você que não entende. Mesmo que você não tenha traído, eu não te amo mais.
A mãe biológica dele queria matá-la.
E ainda queria espremer seu último valor.
Ela nem ousava pensar se não tivesse descoberto o que havia na escultura e continuasse usando.
Será que depois de terminar as falsificações, Amália nem precisaria se livrar dela?
Afinal, ela já estaria à beira da morte.
Embora não soubesse o motivo, Genebra sentia que essas coisas tinham alguma relação com Gaspar.
— Você se divorcia de mim e pensa em lidar com a minha mãe? Você tem poder para isso? — Gaspar levantou-se furioso. — É melhor você pensar bem.
Dito isso, ele virou as costas e saiu diretamente.
Genebra desabou na cadeira.
Ela não tinha poder, mas não engoliria esse desaforo.
Quando Luana chegou, viu Genebra sentada na cadeira, parecendo sem vida.
— Genebra, você está bem? — Luana tocou a testa dela; felizmente não tinha febre.
Antes de vir, Genebra ligara resumindo o ocorrido, e Luana quase morreu de susto.
Como podia existir gente tão perversa?
— Débora e Amália combinam mesmo, deviam ser trancadas juntas.
Genebra também achava; eram sogra e nora feitas uma para a outra.
E ainda tinha Gaspar, que a ameaçara dizendo que se divorciasse, não a ajudaria contra Amália.
Como ela acreditaria que Gaspar ajudaria ela contra a própria mãe?
Era uma piada.
Gaspar estava apenas ganhando tempo.
Genebra e Luana chegaram em casa e, poucos minutos depois, Noriel apareceu.
— Genebra, fique tranquila, já contatei um advogado para você. — Noriel estava sério.
— Eles não vão sair impunes depois de tanta covardia.

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