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Nem Morta Serei Sua romance Capítulo 69

A noite avançou e Noriel não demorou; Luana também precisava fazer hora extra no estúdio, então saíram juntos.

Genebra revirou-se na cama, insone; os métodos de Amália contra ela eram chocantes demais.

Ela achava que Amália apenas desprezava sua origem e não gostava dela.

Mas tentar matá-la era puro ódio.

Genebra não conseguia digerir e começou a ter pensamentos aleatórios.

Só pegou no sono de madrugada, e os sonhos foram caóticos.

Sonhou com Gaspar na época da faculdade; quando ela teve uma obstrução intestinal de emergência, foi Gaspar quem a atendeu. Apesar da cara fechada, falava com gentileza.

Completamente diferente do Gaspar de agora.

Depois, no segundo encontro, ele estava numa cadeira de rodas e bem mais magro.

Ela lembrava claramente; Gaspar dissera que se ferira e ficaria na cadeira por um tempo, mas melhoraria.

Mas Genebra sentiu na época que Gaspar mudara muito.

Embora mais extrovertido, ela sentia falta do Gaspar de cara fechada.

Aquele contraste mexia com ela.

No sonho, Gaspar declarava seu amor num momento e, no seguinte, levantava-se da cadeira gritando com ela.

— Não toque no filho da Débora! Genebra! Por que você é tão perversa?

— Genebra! Genebra!

Os gritos de Gaspar quase se materializaram, golpeando seus tímpanos.

Ela acordou num sobressalto.

Mas a voz de Gaspar chamando-a ainda ecoava, parecendo vir de trás de várias portas.

Ela percebeu, atordoada, que alguém esmurrava a porta.

Estava sozinha em casa; ao ouvir as batidas, teve medo de que fosse Amália vindo causar problemas.

Pegou o celular para chamar a polícia, quando ouviu a voz familiar lá fora.

— Genebra! Abra a porta!

Era Gaspar.

Genebra ficou em silêncio por um momento, querendo fingir que não estava.

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