Genebra levantou-se num salto, tentando salvar o aparelho. Passou um pano rápido, sem ousar mexer muito com medo de danificar.
Abraçou o computador e ia sair, mas foi segurada por Débora.
A outra fingia bondade:
— Desculpe, não foi por querer. Que tal pedir para o pessoal da TI dar uma olhada?
Dizia isso, mas segurava firme o braço de Genebra, impedindo-a de sair e sem chamar ninguém.
Claramente queria atrasar o salvamento do computador.
Genebra percebeu a malícia dela.
Olhou friamente.
— Me solta. Ou não responderei por mim.
Débora tinha certeza de que, por estarem no território dos Duarte, Genebra não faria nada.
E se Genebra se descontrolasse e a agredisse, melhor ainda.
Assim Talita veria a face de barraqueira dela e se afastaria.
Essas damas da alta sociedade prezavam muito as aparências.
Débora riu frio.
— Não solto. O que você vai fa... Ah!
Uma dor aguda no couro cabeludo fez sua visão escurecer.
Genebra, com o rosto sombrio, agarrou o cabelo dela e puxou com força para trás. Débora caiu de joelhos no chão.
— O que você está fazendo?! — A voz de um homem ecoou. O pulso de Genebra doeu, e ela foi forçada a soltar o cabelo de Débora.
— Gaspar, eu só perguntei se o computador estava bem, e ela me bateu. — Débora começou a chorar, agarrando a barra da calça de Gaspar.
O homem olhou para baixo. Débora estava descabelada, o rosto manchado de lágrimas, a maquiagem borrada.
Ele olhou irritado para Genebra, que mantinha os olhos baixos, sem qualquer expressão de culpa.
— O Sr. Teixeira vai me punir? — O tom de Genebra era duro. — Se não for punir, vou consertar meu computador.
Só então Gaspar viu que ela abraçava o computador como se fosse um tesouro.
O aparelho estava molhado, e Genebra o segurava sem se importar em sujar sua blusa de seda.
Gaspar hesitou. Débora puxou sua calça novamente, insistindo:

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