Luana puxou Genebra para fora após a reunião com a fábrica.
Genebra olhou para o celular e bloqueou mais alguns números.
— O que há com o seu celular? Por que continuam chegando ligações de assédio?
Genebra franziu a testa.
— Desde que aquelas fotos minhas com Noriel foram postadas online com aquela história inventada, não param de chegar ligações de assédio.
Eram comentários obscenos, com propostas nojentas e termos vulgares.
Seu número estava praticamente inutilizável.
Luana também ficou furiosa.
— Com certeza foi obra da Débora. Que encosto! Pena que não temos provas diretas, senão processaríamos ela também.
Genebra deu um tapinha na mão dela.
— Quem faz o mal, acaba se destruindo. Vou processar Selena primeiro.
— Isso. O Dr. Azevedo não disse? As provas contra Selena são completas, com certeza vamos ganhar.
Genebra foi ao museu de arte da família Duarte procurar Talita e mostrou seu planejamento para a exposição.
Talita ficou muito satisfeita.
— Vou te dar uma área exclusiva para essa série de obras. Com certeza será um sucesso absoluto.
Depois de tantas notícias ruins ultimamente, ouvir essas palavras de Talita fez Genebra sorrir sinceramente.
— Obrigada. Vou me preparar com todo o empenho.
As duas combinaram de almoçar juntas.
Ao chegarem ao restaurante, escolheram sentar no salão principal.
Talita fez o pedido e se levantou para atender um telefonema.
Genebra observava silenciosamente a janela, aproveitando o raro dia de sol e luz.
— Que coincidência, não? — Uma voz feminina familiar interrompeu o silêncio de Genebra.
Ela franziu o cenho, mas virou a cabeça para olhar.
Débora tinha uma expressão um pouco antinatural.
— Podemos conversar?
Genebra curvou os lábios.
— Não temos nada para conversar.
Débora ficou com o rosto sombrio ao ser cortada.
— Genebra, não seja tão cruel.

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