Ela só pôde aumentar a força para se soltar, e as feições de Débora se contorceram de dor.
— Solte-a! — A voz de um homem desabou de repente sobre elas.
Genebra ficou rígida por um instante, mas logo sorriu.
Em um ângulo que ninguém mais via, Genebra encontrou o olhar venenoso de Débora.
Ela fez de propósito.
Gaspar puxou o pulso de Genebra com uma mão, tirando sua força, e imediatamente ergueu Débora, sentando-a ao lado.
— Você está bem? — A voz de Gaspar era dura, até um pouco severa.
Débora encolheu os ombros, sem ousar falar, apenas balançou a cabeça negativamente.
Gaspar virou-se para olhar Genebra.
O pulso de Genebra estava vermelho, e ela o massageava suavemente com os olhos baixos.
Gaspar franziu a testa. Ele não tinha usado força agora há pouco, como poderia ter ficado tão vermelho?
Ultimamente, Genebra parecia se machucar com muita facilidade.
Gaspar estava prestes a se aproximar, quando Débora abraçou seu braço de repente, choramingando.
— Gaspar, fale com Genebra por mim, por favor? Selena sabe que errou, mas eu realmente não posso ver minha melhor amiga perder o emprego.
Terminando de falar, ela voltou a implorar a Genebra.
— Genebra, diga o que você quer, eu farei qualquer coisa, está bem? Eu imploro, imploro de verdade.
— Só por causa de Selena, você se ajoelhou para ela? — Gaspar olhou para Débora, sua voz fria e penetrante.
Débora balançou a cabeça vigorosamente.
— Eu quis me ajoelhar, mas não tem nada a ver com Genebra. Desde que ela deixe Selena em paz, eu não me importo.
Um brilho estranho passou pelos olhos de Gaspar, e seus lábios se fecharam em uma linha reta.
Débora o observava discretamente. Não viu raiva nos olhos dele; na verdade, o olhar dele para Genebra era até um pouco complexo.
O coração dela falhou uma batida.
Genebra levantou-se lentamente, com expressão indiferente e tom de voz sem qualquer oscilação.

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