Ou se a cirurgia falhasse, talvez ela morresse.
Que fosse. De qualquer forma, Gaspar não poderia prendê-la.
Enquanto estava perdida em pensamentos, Breno ligou.
Assim que atendeu, Genebra ouviu a voz dele, excitada.
— Encontramos um doador. A pessoa já concordou em fazer a cirurgia.
Genebra congelou por um instante, e logo seus olhos se encheram de lágrimas.
Os últimos dias tinham sido tão difíceis, e finalmente ela ouvia uma boa notícia.
— Obrigada, Dr. Paiva.
Breno percebeu que ela estava embargada.
— Genebra, tudo vai ficar bem. Se a cirurgia for concluída com sucesso, você vai se recuperar. Eu te prometo.
Genebra sabia que, como médico, Breno não deveria fazer tais promessas.
Ele estava falando como amigo, para lhe dar um pouco de confiança.
— Obrigada, Dr. Paiva, obrigada!
— Não chore. Nesses dias, cuide bem da saúde e mantenha-se feliz. Vou te enviar uma lista de cuidados. Você tem que obedecer e seguir a lista à risca, ouviu?
Breno foi repentinamente severo, mas Genebra ficou muito feliz.
— Está bem, vou te ouvir.
Finalmente chegou uma boa notícia, ela podia fazer uma pausa e relaxar.
Quando Genebra chegou ao museu de arte, ainda tinha um leve sorriso no rosto.
Tanto que ela não os confrontou ao encontrar Débora e Gaspar. Apenas sorriu levemente e passou, como se não os tivesse visto.
Gaspar ficou atordoado com o sorriso dela.
Fazia muito tempo que não via Genebra sorrir assim.
Para ser exato, quase não tinha visto nos últimos dois anos.
Quando se casaram, Genebra sorria assim o tempo todo.
Algo dentro de Gaspar pareceu desmoronar.
— Gaspar, vamos? — Débora viu que os olhos de Gaspar pareciam grudados em Genebra, e o rancor em seu coração quase explodiu.

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