NO MORRO DA ROCINHA 10

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Julia narrando

Eu subo até o alto do morro e fico esperando Ph, que chega logo depois de mim.

- Achei que não iria vir – ele fala.

- Minha mãe está marcando encima – eu falo.

- Rd me falou que ela está perguntando de mais sobre mim – ele fala se sentando ao meu lado e beija a minha boca.

- Se ela descobre ela é capaz de me mandar para o outro lado do mundo – eu falo resmungando – eu não aguento mais ela pegando no meu pé.

- Você tem medo dela, mas precisamos enfrentar ela – ele fala.

- Ela jamais iria aceitar nosso relacionamento – eu falo.

- Você tem 17 anos – ele fala.

- Mais alguns meses eu completo 18 e ela não vai mais mandar em mim – eu falo para ele – e ai eu vou enfrentar ela e dizer a ela que eu quero ficar com você.

Ele passa a mão pelo meu rosto.

- Eu te amo – ele fala.

- Eu também amo você – eu falo para ele.

A gente começa a se beijar, eu vou para cima dele em seu colo, ele tira o fuzil do seu corpo colocando ao lado e eu tiro a sua camiseta, ele tira a minha camiseta beijando a minha boca, ele beija os meus seios, eu me levanto tirando meu shorts e a minha calcinha, a gente estava literalmente transando no pé do morro, no matagal.

Eu começo a sentar nele enquanto ele puxa os meus cabelos para trás e beijando meu pescoço, eu coloco as minhas mãos sobre os seus ombros e começo a rebolar em seu pau.

Eu e Pedro Henrique estamos juntos a alguns meses e a gente sempre encontrava aqui, porque aqui ninguém vinha porque era proibida a entrada.

Ele estocava em mim com força, eu fecho os meus olhos mordendo os meus lábios. Ele tira seu pau de dentro de mim e goza na minha boca para não gozar dentro já que ele não tinha trazido camisinha e nem eu, tinha uma pequena torneira e eu me limpo ali e ele também.

Depois eu me deito sobre seu peito no chão mesmo.

- É melhor você se afastar da Malu – ele fala – sua mãe não está gostando de você perto dela.

- Assim ela desencana de nós – eu falo – porque vai implicar com a minha amizade com ela.

- É – ele fala.

- Malu não é uma pessoa ruim – eu falo – ela até me dar uns conselhos bons.

- Que tipo de conselho Julia? – ele pergunta – aquela garota é chave de cadeia junto com Perigo.

- Relaxa – eu falo me sentando e ele me encara – ontem ela estava toda machucada, eu vi ela , foi Perigo que fez aquilo nela?

- Foi – ele fala .

- Eu não acredito que ela queira continuar nessa vida – eu falo.

- Ela não quer, mas não tem o que fazer. Perigo é um filho da puta – ele fala.

- E não tem como ela fugir? – eu pergunto.

A única forma dela conseguir fugir é arrumar alguém que confronte ele e brigue por ela – ele fala. – o que e´dificil.

- Quem iria fazer isso? – eu pergunto – ninguém, arrumar uma guerra.

- Apenas se Malu sei lá engravidasse de alguém, ai o pai da criança iria sim brigar – eu olho para ele e ele me encara – mas você não vai contar essas coisas a ela.

- Não, eu não vou – eu falo – jamais vou sair contando o que a gente conversa para ela e para ninguém.

- Eu acho bom, porque estou de confidenciando coisas que eu não poderia – ele fala.

Mas, por que se ela engravidasse o pai da criança iria brigar por ela? – eu pergunto curiosa.

No caso, ela teria que se envolver com uma pessoa do mesmo nível do Perigo, que não iria deixar ela ir grávida porque Perigo mataria a criança. – ele fala.

- Seria uma bola de neve porque se ela teria que se envolver com alguém do mesmo nível que ele, ela continuaria vivendo um inferno – eu falo.

- É – ele fala – e com uma criança ainda por cima, mas qualquer outro homem é melhor que Perigo.

Eu volto para casa e quando entro dentro de casa encontro a minha mãe.

- Onde você estava? – ela pergunta.

- Por ai – eu falo para ela – você quer que eu fique trancada dentro de casa o tempo todo mamãe?

já disse que não quero você zanzando por aí –

– eu falo – estava apenas pegando

rádio dela toca e ela sai sem falar nada, desde que eu me conheço por gente minha mãe é envolvida no crime , meu pai também era, mas ele aparecia poucas vezes aqui, normalmente era uma ou duas vezes por mês. Depois ele morreu e minha mãe ficou ainda

Malu – eu falo entrando dentro da casa de Rd e não encontro ela, eu subo até o quarto dela e quando entro, vejo ela colocando gelo em seu rosto e em seu corpo. – Malu? – ela

– ela fala levando

tinha visto ela com maquiagem mas agora vendo sem dava para ver que a coisa tinha

Estou colocando gelo no meu rosto e no meu corpo, está tudo dolorido – ela fala – e pensar que na próxima semana vou ter que ir lá

Você vai ter que ficar visitando ele? –

Toda semana será esse inferno – ela fala me encarando – não que eu não esteja

sinto muito – eu falo me sentando no pé

disse que eu só saio do lado dele morta – ela resmunga – mas eu já estou quase me matando para que eu tenha

Não fala isso – eu falo para

não sabe o inferno que é a minha vida – ela fala – eu daria tudo para nunca ter pisado naquele morro novamente e ter me envolvido