NO MORRO DA ROCINHA 28

sprite

Malu narrando

Julia volta com raiva para mesa.

- Eu não queria te trazer problemas – eu falo para ela.

- Fica tranquila – ela fala – eu não me arrependo de ter te contado, eu quero te ajudar. – eu sorrio para ela.

- Ele gosta de você – eu falo – ele nasceu no morro, então ele não vai largar.

- Eu sei – ela fala – eu sei de tudo isso – a gente se encara.

- Olha, se você tem um plano bom e dinheiro suficiente, eu te aconselho a recomeçar sua vida longe sim, isso aqui é uma bola de neve – ela me encara – se eu tivesse estudado, me formado a minha vida seria muito melhor. – ela me encara – conta comigo, eu não vou poder te ajudar muito porque eu sou uma prisioneira aqui, mas – eu sorrio e pego na sua mão – vamos está juntas independente de onde cada uma estiver.

A gente sorri uma para outra e a gente se abraça, quando nos abraçamos eu vejo de longe Fernanda nos encarando, o seu olhar para nós era diferente, eu não conseguia descrever ele.

Depois de almoçar com a Julia ela desce para casa dela e eu subo para casa de Rd.

- Olha olha – Ana fala ao lado de umas garotas – quem é viva sempre aparece.

Eu a encaro careca.

- Adorei o visual novo – eu falo sorrindo para ela.

- Você logo vai está igual – ela fala.

- Eu acredito que não – eu falo – combina mais com você do que comigo amore. – eu sorrio e continuo subindo.

Eu passo por Bn que já estava de olho em nós e aponta com o fuzil para que eu continue andando.

- Sem confusão Malu – ele fala.

- Sim senhor – eu falo para ele.

Eu entro dentro do meu quarto e coloco aula de dança na televisão, eu fico apenas de calcinha e sutiã e começo a dançar. Eu sempre gostei do meu corpo, de ter bunda, coxa, peito , de ter tudo grande mas precisava manter a minha barriga sarada.

Eu me jogo na cama de barriga para baixo e acabo adormecendo da forma que eu estava. Acordo e olho o relógio e vejo que já era 22h da noite.

- Merda – eu falo colocando uma roupa rápida. – merda eu já estou atrasada.

Eu desço as escadas e encontro Rd.

- Onde vai? – ele pergunta.

- Pegar um ar – eu falo.

- Nem pensar – ele fala.

- Por favor – eu respondo – eu quero ir até o posto, ver a minha pressão.

- Porque? – ele pergunta.

- Eu preciso ir – eu falo.

- Então me diz porque – ele fala e eu começo a ficar nervosa.

- Eu quero falar com a médica, pedir remédio, alguma coisa. Os remédios que ela me deu não está fazendo efeito – ele me encara – eu fico sem dormir a noite toda.

- Amanhã você faz isso – ele fala.

- Rd eu vou ficar sem dormir essa noite, estou com crises horríveis de ansiedade – eu falo.

- Eu mandei você ficar aqui – ele fala passando por mim e eu respiro fundo.

Eu vou até a cozinha e me sento na mesa, enquanto ele mexe no seu celular sentado no sofá. Eu já tinha tomado uma jarra inteira de água nervosa com essa situação.

- Boa noite – eu falo

- Vai dormir? – ele pergunta.

- De porta trancada, não me incomoda – eu falo para ele.

- Nem pensei nisso – ele fala.

- Estou falando sério – eu falo.

- Eu também – ele fala – eu tenho que sair, já tenho compromisso para hoje – ele sorri malicioso e eu o encaro.

- Você vai sair com mulher? – eu pergunto e ele me encara.

- Ué – ele fala – eu te devo satisfação de alguma coisa?

- Você transa comigo e agora vai sair com outra? – eu pergunto indignada.

- Estou sem entender Maria Luiza – ele fala – eu te devo fidelidade, satisfação da minha vida? Você é fiel do meu primo.

- Eu não sou um objetoo que você usa e descarta Rd – eu falo para ele.

- A gente se curte, nosso sexo é bom. Mas – ele me encara – não temos nada e nem vamos ter. SE coloca no seu lugar garota, agora deixa eu ir que a Ana está me esperando.

Eu não respondo mais nada para ele, eu vejo ele indo e dou um soco na escada com raiva. Eu não acredito que ele iria encontrar aquela garota. Eu subo para cima pego a chave do lado de dentro e tranco a porta do meu quarto pelo lado de fora porque assim se ele voltar e tentar vir para o meu quarto vai ver que está trancado e eu estou dormindo.

Eu saio pelos fundos, coloco um casaco preto e o capuz na minha cabeça e desço as vielas do morro, eu ligo o colar.

- Estou descendo – eu falo no colar.

Assim, Kaio daria uma forma de eu não ser vista. Eu avisto o carro preto na frente do posto e entro rapidamente, quando entro vejo Fernanda.

Será que ela me viu?

Eu me abaixo e o carro anda como da outra vez, o carro para na mesma casa e eu desço, e Kaio me espera.

- Achei que não iria conseguir vir – ele fala.

- Quase não consegui – eu falo – minha mãe veio?

- Não – ele fala.

- Mas você disse que ela ia vir Kaio – eu falo para ele – quer dizer, sargento Kaio.

- Pode me chamar de kaio – ele fala – vamos entrar – eu entro dentro da casa e novamente estamos sozinhos.

- Porque ela não veio? – eu pergunto.

- Sua mãe passou mal – ele fala – crise de tontura, labirintite e precisou ser medicada.

- Como ela está? – eu pergunto.

- Agora está bem – ele fala – acredito que tenha sido pelo nervosismo e emoção de te ver.

- Eu acho que ela não quer me ver – eu falo para ele e ele me encara.

- Naõ, não foi isso que ela me disse – ele fala.

- Eu decepcionei de mais a minha mãe – eu falo – eu não a culpo por isso. Eu só queria ver ela antes que aconteça qualquer coisa comigo.

- Como assim qualquer coisa ? – ele pergunta e eu o encaro.

- Pensei alto – eu falo.

- Você acha que está em perigo? – ele pergunta – então, você precisa me dizer. Eu sou o único que vou poder te ajudar.

- Está tendo comentários sobre uma fuga do Perigo – Eu falo para ele .

- É estou sabendo – ele fala.

- Se ele fugir Kaio, é o meu fim – eu falo – se eu tiver chance ele vai apenas me deixar respirando em cima de uma cama.

- Eu te dou a minha palavra que ele não vai te fazer mal – ele fala pegando na minha mão. – Você está sendo esperta se envolvendo com Rd, mas isso é perigoso.

- Me envolvendo com Rd? – eu pergunto.

- Eu ouvi uma conversa pelas escutas e Jk e Fernanda estão desconfiados do seu envolvimento com ele – Kaio fala me encarando.

- Não foi proposital – eu falo – eu prometo que não vai mais acontecer.

- É eu sei – ele fala.

- Estou falando a verdade – eu falo para ele que me encara.

- Bom – ele fala se levantando – eu descobri algumas coisas que você pediu – ele pega um envelope e me entrega.

Capítulo 30

Malu narrando

Ele me entrega o envelope e eu encaro aquelas informações.

- Fernanda é ex policial? – eu pergunto para ele.

- Sim – ele fala – ela entrou na corporação bem nova mas saiu uns três anos depois, pode ver que toda sua família também era.

- E porque ela saiu? – eu pergunto.

- Ninguem soube me dizer – ele fala – eu pesquisei com membros mais antigos que convivera com ela, mas simplesmente ela abandonou tudo e foi morar no morro do alemão.

- Ela é estranha e por isso que ela desconfia que eu posso está agindo contra eles – eu falo.

- Sim – ele fala.

- Isso não torna as coisas perigosas para mim? – eu pergunto.

- Não, porque Fernanda não deve ter contado aos seus aliados que é uma ex policial, talvez os pais de Ph, Rd sabia

- mas eles não – ele fala.

- Qual é a chance dela ser sua informante? – eu pergunto e ele me encara.

- Nenhuma – ele fala – Fernanda é a inimiga mais declarada da policia.

- E a relação dela com meu pai? – eu pergunto para ele que me encara.

- Não tem muito detalhes sobre isso em lugar nenhum, deveria apenas ser negócios já que ela estava a frente do morro da rocinha e seu pai do morro da santa marta, eles tinha a mesma função em ambos lugares – ele fala.

- Você consegue ter noticias da minha mãe agora? – eu pergunto.

- É claro – ele fala – eu vou ligar para o hospital.

Ele pega seu celular e eu fico o encarando enquanto ele me encarava também. Ele começa a falar e pedir noticias sobre ela e fica um tempo conversando no celular.

- Está bem – ele fala desligando – a pressão já normalizou, está tomando remédio na veia e deve ganhar alta na parte da manhã. – Eu assinto com a cabeça.

Eu fico pensativa, isso tudo era culpa minha, eu voltei para vida trazendo mais preocupações.

- Você pode tirar aquele documento que está com ela ? – eu pergunto.

- Você pediu que ficasse com ela –

que isso deixou ela mal, tensa – eu respondo – nervosa, preocupada..

- E você quer que eu faça o que com ele? – ele pergunta e eu o encaro – entregue para quem?

- Eu não tenho mais ninguém que eu conheça que você possa entregar – eu falo – você pode ficar com ele?

- Posso – ele fala.

- Obrigada – eu respondo – Rd estava acordado quando eu sai, pode ser que ele desconfie de algo. É melhor eu voltar.

- Eu escutei que ele saiu – ele fala.

- Você escuta tudo não é mesmo? – eu pergunto.

- Para isso que é as escutas – ele fala – acho que você ainda não se ligou sobre isso.

- Certo – eu respondo encarando ele - você disse que não tem chance do Perigo sair né da cadeia enquanto eu estiver lá?

- Não e se isso acontecer eu entro para te tirar – ele fala. – mas, é importante que você agilize o quanto antes o que eu te pedi.

Se eu conseguir as informações, eu estou livre? – eu pergunto.

- Após a prisão do Rd, Ph e de todos – ele fala – você está livre.

todos? – eu pergunto – até mesmo Fernanda?

- Sim – ele fala.

- E a filha dela? – eu pergunto.

- Julia? – ele pergunta.

- Acontece alguma coisa com ela? – eu pergunto.

- Não – ele fala – Julia vai está livre para fazer o que quiser da vida sela.

- Duvido que a mãe dela deixe – eu falo baixo.

- Você anda se encontrando com ela ainda né? – ele pergunta. – vocês precisam cuidar o que vocês conversam principalmente quando tiver em seu

- Eu não quero que ela corra perigo –

- Ela está envolvida com Ph – ele fala – você precisa fazer com que ela não se envolva com bandido, você os conhece e sabe como eles são.

já falei isso a ela – eu falo.

você precisa ir – ele fala se levantando e pega a chave do carro- eu vou te levar até uma altura, onde o carro vai te pegar.

Ok – eu falo. – E eu continuo fazendo o que?

- Continua agindo da mesma forma, lembra que preciso que você converse com ele sobre a morte dos policiais – ele fala – precisamos saber

- Eu vou conversar, preciso ter abertura para isso – eu falo.

- Conversa sobre o seu pai – ele fala.

- E Fernanda? – eu pergunto

- Deixa Fernanda na dela – ele fala – não responde,não seja afrontosa como você está sendo com ela, fique na sua é a melhor sáida no momento. E se por acaso ela vier te jogando contra parede, ela ver algo, você joga que sabe que ela era policial e que o seu pai dissea você.

E se meu pai não soubesse nada? – eu pergunto.

não vai saber – ele fala – diz que uma vez você perguntou sobre ela e ela disse, isso vai fazer com que ela fique longe.

Eu assinto com a cabeça. A gente sai e eu entro dentro do carro, ele para o carro em uma rua escura e começa a ligar no telefone.

- Onde você tá? – ele pergunta. – já estou aqui, porra meia hora ? – ele pergunta – vem rápido, não podemos dar bandeira e precisamos colocar ela de volta.

- Vai demorar? – eu pergunto.

- Meia hora – ele fala

A rua estava escura e não tinha iluminação nenhuma, o carro de Kaio era todo escuro e fechado.

- Quando a sua mãe melhorar eu te levo para falar com ela – ele fala.

Não – eu respondo para ele – eu não quero mais ver ela.

- Você queria e ela concordou – ele fala.

- Eu só faço mal a minha mãe – eu olho para ele – você iria querer ter uma filha dessa forma? Não. Ela está doente por minha causa, eu voltei a vida dela, eu não quero fazer mal

- Ela é sua mãe e independente – eu o

- Não – eu respondo – eu já fiz muito mal a ela.

me encara e eu o encaro, ficamos em silencio mas encarando um ao outro, eu tiro o meu cinto de segurança que está

você tem família? – eu pergunto quebrando o

minha vó – ele fala

- Legal – eu respondo

- Porque? – ele pergunta desconfiado.

Era só para quebrar o silêncio – eu falo – você parece ser um homem que vive apenas para a

E sou – ele fala – eu escolhi isso, a profissão do meu pai e do

E seu pai? – eu

Foi morto – ele fala – em operação – eu olho para

sinto muito –

- Tudo bem – ele responde.

Independente de quem meu pai era, eu sei a dor que é – eu falo para

- Eu entendo – ele fala.

e ele nos encaramos de

- Está demorando – eu falo.

– ele fala – parece que tem um movimento estranho no

- Como? – eu pergunto.

briga entre os vapores – ele fala – maior

Isso é problema, não? –

seja bom para você entrar, Rd vai está ocupado – ele

Ele já estava ocupado – eu falo e ele me encara sorrindo

realmente gosta de bandidos – ele fala me

falando isso porque eu e Rd? – eu pergunto – você me mandou me envovler com

a sério mesmo – ele fala olhando para frente

Mas você está errado – eu falo para ele

- Do que? – ele pergunta

não gosto apenas de bandido – eu aproximo meu rosto do dele e beijo a sua boca, saindo do meu banco e indo para cima dele , ele agarra os meus cabelos e corresponde o

Capítulo 31

Malu narrando

estava vestindo a mesma roupa de antes, um vestido colado com uma jaqueta na cintura, ele levanta o meu vestido e aperta a minha bunda, enquanto eu beijava a sua boca, ele solta o banco empurrando o banco para trás e deitando ele também, eu passo a mão por de baixo do meu corpo abrindo a sua calça e encostando seu pau em minha intimidade, a gente continuava se beijando enquanto eu esfregava minha intimidade em seu pau e levamos um susto quando uma buzina

Merda – eu falo pulando para o banco do passageiro e me

não poderia ter acontecido – ele fala – não mesmo – ele diz bem sério. -você precisa ir – ele fala abrindo a

sargento Kaio – eu falo abrindo a porta e me arrumando – é que você é muito gostoso e não resisti – eu pisco os olhos, abro um sorriso de canto e ele fica me

fecho a porta e vou até o carro preto que me esperava, depois ele vai em direção ao morro e eu fecho os meus olhos pensando na merda que eu tinha

fui agarrar o sargento Kaio? E

que fiquei tanto tempo apenas sendo humilhada, estuprada por Perigo que agora quando vejo um homem que vai em dar prazer eu ataco que nem uma

fundo e solto a minha respiração. O motorista apenas me encara e eu encaro ele. Eu nunca tinha perguntado nada sobre ele, mas ele vivia para cima e para baixo no morro mas não tinha acesso a casa de Rd para colocar as escutas lá, ele sempre ficava fazendo ronda envolta

começo a perceber que existia muito deles dentro do morro e qualquer um poderia ser

E todos os outros vapores? Isso era

Rd narrando

Rd o que você tem? – Ana pergunta – você não tá igual da outra

tiro ela de cima de

é o problema –

- Eu? – ela pergunta;

Não sabe sentar como deve ser – eu

Você tá maluco? – ela pergunta – você sempre gostou de tudo que eu

Me deixa em paz – eu falo vestindo a