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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 113

Leonardo lançou um olhar de advertência para a esposa:

— Já chega, não provoque aborrecimentos logo na ceia de Ano Novo.

Wanda, engolindo a raiva que não ousava extravasar, recostou-se na cadeira com um sorriso gélido.

Aquela oferecida da Dulce, assim que viu o filho dela ir para a cadeia, tratou de se agarrar a Gregório, e ainda teve a audácia de chamar isso de amor. Fabiana, por sua vez, como se a fogueira não estivesse alta o bastante, andava se desdobrando para arranjar uma nova esposa para Gregório.

Como ela não estaria furiosa?

— Não me leve a mal por falar, cunhada. Mesmo que você não seja a mãe biológica do Gregório, e não se preocupe que ele e o Adolfo se voltem um contra o outro por causa de uma mulher, não acha que deveria ao menos zelar pela reputação da Família Souza? Vai me dizer que está mesmo disposta a aceitar a Dulce como sua segunda nora?

Ao ouvir isso, Celeste ergueu os olhos.

A situação da Família Souza era, de fato, muito complexa.

Fabiana realmente não era a mãe biológica de Gregório, mas sim... a irmã mais nova da mãe biológica.

A própria tia materna havia se tornado a segunda esposa do pai dele.

Fabiana retrucou com frieza:

— Quem é que pode intervir e controlar as questões do coração? Alguém precisa assumir a responsabilidade pelos próprios fracassos.

Celeste entendeu a entrelinha.

Aquela palavra, 'fracassos', não se referia apenas a Adolfo.

Era uma alfinetada direta nela, a atual Sra. Souza.

A expressão de Wanda tornou-se hostil:

— Cunhada, você...

A avó Souza bateu na mesa, exigindo o fim daquela guerra de palavras:

— Chega! Comam em silêncio!

A fumaça do campo de batalha finalmente se dissipou.

Celeste não deu um pio.

De qualquer modo, eles não fizeram a menor questão de esconder aqueles assuntos dela. Era evidente que a ignoravam por completo, não se importando em demonstrar desprezo.

Quanto a Fabrício e Leonardo, mantinham-se alheios, como se estivessem fora daquele mundo.

Não se metiam nos debates das mulheres.

A família inteira era dominada pela frieza.

Isso sem mencionar Gregório, sentado bem ao seu lado.

Ele servia seu chá sem pressa, ignorando por completo a guerra que havia estourado por causa do seu romance imoral com a futura cunhada.

Celeste não queria se envolver naquele caldeirão de tensões.

Lançou o olhar sobre os pratos na mesa.

Bem na sua frente havia um prato de quiabo refogado.

Ao lado, uma travessa de bolinhos de carne assada.

Ela pousou o garfo silenciosamente.

— Gregório, a Celeste não alcança a comida, sirva um pouco para ela.

A velha senhora não perdia a chance de cutucar Gregório para que encenassem a harmonia do casal. Lançava-lhe olhares de reprovação, como quem cobra uma postura adequada.

Celeste, por outro lado, não dava a mínima para aquilo.

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