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Nosso Casamento Tinha Prazo romance Capítulo 25

— Uhum. A senhora queria que a gente se divorciasse? — Gregório continuava com aquela mesma postura desdenhosa.

A avó compreendeu a situação de imediato e não fez mais menção à decisão irredutível de Celeste em relação à separação.

Em vez disso, soltou um riso frio: — Lógico que não! Estou avisando: se você ousar tentar se divorciar da Celeste, eu jamais aceitarei que se case com a Dulce. Se há conflitos, resolvam dentro de casa!

— Entendido. — Gregório entregou um gomo da laranja descascada à idosa, exibindo um sorriso descontraído no canto dos lábios.

A velha senhora sabia perfeitamente que ele só estava dizendo aquilo para contornar a situação.

Mas sentia preguiça de continuar discutindo.

Afinal, já beirava os oitenta anos.

A determinação de Celeste para se divorciar não era fingimento.

Além disso, Celeste deixou claro que Gregório sabia da decisão e estava de acordo.

Mas a atitude dele sugeria um total desconhecimento sobre o assunto?

Sua percepção aguçada notou que, muito provavelmente, havia algum ruído ou falha de comunicação causando todo aquele impasse.

Contudo, ela não planejava trazer a verdade à tona.

Se Gregório não achava que o divórcio de Celeste era definitivo, melhor ainda.

Se ambos conseguissem resolver as divergências e reatar o relacionamento, seria o ideal.

Se realmente fosse impossível...

A sua intenção de arranjar um bom pretendente para Celeste não era brincadeira. Assim que a neta por afinidade estivesse amparada e segura, ela informaria Gregório sobre o divórcio. O momento seria perfeito.

Para Gregório não faria diferença saber antes ou depois; ele fatalmente acabaria concordando.

Quando esse dia chegasse, ninguém sairia no prejuízo.

Celeste não foi embora da propriedade ancestral imediatamente.

Ela ainda tinha algumas pendências a resolver.

Ajudou o médico da família a receitar os medicamentos para a idosa e depois deixou as instruções na cozinha para prepararem os remédios.

Durante todo esse processo, ela enviou uma mensagem a Juliana:

— Prepare para mim um Acordo de Renúncia Voluntária de Guarda, o mais rápido possível.

Como estava sem o computador, não conseguia alinhar os termos legais com a devida exatidão.

Ela já havia tomado essa decisão assim que recebeu a ligação a convocando para a mansão ancestral.

Somente o acordo de divórcio não lhe parecia o bastante para ter segurança.

O contrato assinado sete anos atrás não contava com nenhuma cláusula que abrangesse a prole.

A fim de evitar quaisquer infortúnios futuros, ela precisava se antecipar para sanar o problema pela raiz.

Juliana foi rápida; em menos de vinte minutos enviou o arquivo com uma mensagem:

— Qual é a situação? Você vai dar isso ao Gregório? Se ele ler esse acordo, não vai desconfiar que existe uma criança?

Celeste seguiu até o escritório da sala de chá da mansão Souza e imprimiu o documento.

Ela respondeu:

— Vou arranjar um jeito de fazer ele assinar.

Ela não queria correr riscos.

E muito menos arrastar-se num futuro embate contra Gregório pela pequena Laura.

Capítulo 25 1

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