Celeste ficou literalmente paralisada por alguns segundos.
Ela realmente não imaginava que a velha senhora estava falando sério sobre arranjar-lhe um segundo marido.
Tão rápido assim já colocara o plano em prática?
— Vó, eu não estou com cabeça para isso no momento. — Celeste massageou as têmporas.
Era difícil digerir todo aquele zelo e entusiasmo exagerados.
— Mas a vovó já marcou tudo! Pense nisso como uma forma de fazer novas amizades. Conhecer gente nova é sempre bom. O que vier depois, a gente vê, está bem? — A senhora a persuadiu com paciência.
— É hoje às oito da noite. Arrume-se bem.
Com medo de que Celeste recusasse novamente, a avó desligou o telefone o mais rápido que pôde.
Celeste: ...
Ela olhou para a tela do celular, sem palavras.
O modo como a velha senhora tentava compensá-la pelas ações de Gregório era impetuoso demais.
Ao olhar para o relógio, constatou que eram seis e meia.
Após refletir um pouco, decidiu ir. Ao menos para esclarecer a situação e evitar que ficasse um clima constrangedor para ambas as partes.
-
O local marcado pela avó Souza ficava no Pavilhão Único, o ambiente mais suntuoso de toda a Cidade Imperial.
Um complexo de entretenimento que rivalizava com a opulência embriagadora da Baía Luxuosa.
O ingresso eletrônico indicava que o evento aconteceria no quinto andar.
Havia camarotes privados tanto para refeições quanto para assistir às apresentações.
Celeste localizou o número da sala, checou-o novamente em frente à porta e, por fim, bateu.
Pela falta de resposta, ou não a haviam ouvido, ou a outra pessoa ainda não chegara.
Sem pensar muito, Celeste abriu uma fresta da porta.
Ao lançar o olhar para o interior, paralisou-se no mesmo instante.
Havia pessoas dentro da sala.
Diante das imensas janelas de vidro, Gregório estava em pé com uma mão no bolso, revelando sua silhueta esguia e imponente.
Dulce, frente a frente com ele, erguia-se na ponta dos pés para arrumar-lhe a gravata. Seus olhares se encontraram e Dulce foi, lentamente, oferecendo-lhe os lábios para um beijo...
Embora ela já soubesse do caso existente entre os dois.
O fato de presenciar, com os próprios olhos, o exato momento em que estavam prestes a se beijar, fez a mente de Celeste dar um branco por alguns segundos.
Ela se esqueceu de como reagir.
Foram sete anos de casamento. O amor já existira, os costumes ainda persistiam. Mesmo decidida a se retirar daquele pântano, a memória subconsciente de anos de união revelou, naquele momento, uma pontada de dor reprimida.
Em pânico, tentou fechar a porta apressadamente.
Mas, no instante seguinte, foi empurrada bruscamente por um par de mãos pequenas.
Uma voz infantil, transbordando ira, gritou:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...
O melhor dessa história é que a autora põem a personagem para ser humilhada e trocar tudo por dinheiro, ou seja dignidade zero...
Adorando esse livro. Espero que o divórcio da Celeste demore o suficiente para o Gregório descobrir que sua salvadora do sequestro é Celeste. Que esse capítulo seja em breve....