Ao ver a cena do pai e da filha se encarando, Celeste sentiu como se sua cabeça fosse explodir, e um frio subiu de repente pela sua espinha.
Ela conteve ao máximo o impulso de correr e bater a porta na cara dele.
Não podia deixar transparecer nenhum pingo de nervosismo.
Ninguém sabia melhor do que ela o quanto Gregório era difícil de lidar e perspicaz.
Gregório olhou para a garotinha à sua frente, e algo passou rapidamente por seus olhos profundos.
Foi Laura quem falou primeiro, com uma voz baixa e doce:
— Olá, tio.
A pequena era muito educada, e seu rostinho mantinha uma expressão serena, demonstrando uma calma incomum para crianças de sua idade.
Gregório encarou Laura por um longo tempo, até erguer o olhar e encarar os olhos de Celeste, mais atrás.
— Por que a filha do Vinicius está com você?
Sua pergunta soou calma, não revelando nenhuma emoção.
Celeste já havia se aproximado, segurando a mão de Laura e guiando-a para dentro:
— Você veio me procurar para quê?
Ela evitou responder diretamente.
E também era bem estranho.
Desde que ela tinha saído de casa, aquela era a primeira vez que Gregório batia em sua porta.
Mas, pensando bem, se Gregório quisesse saber os passos e as notícias dela, não seria difícil. Encontrar o seu apartamento não era surpresa.
— Posso entrar? — Gregório também não parecia ter pressa em responder à pergunta de Celeste.
Celeste reprimiu a ansiedade e a aversão, dominando perfeitamente a sua atuação de mulher serena:
— Já que você está aqui, essa pergunta é meio desnecessária.
Ela conduziu Laura para dentro.
Laura virou a cabeça para trás, observando Gregório entrar no apartamento com seus passos largos.
É claro que ela se lembrava daquele tio.
Era o cunhado do Luan Alves.
Ela lembrava que, no jardim de infância, a irmã de Luan não tinha sido nada simpática com sua mãe, mas aquele tio tinha agido como se não tivesse visto nada.
Depois, no parque de diversões, ele tinha salvado sua mãe.
Gregório deu uma olhada ao redor e, por fim, fixou o olhar na mesa de jantar.
A comida quentinha já estava servida, junto com duas tigelas de arroz.
Ele havia chegado em um momento bem oportuno, bem na hora do jantar.
Celeste ajudou Laura a se sentar na cadeira e só então se virou:
— Vá direto ao ponto.
Parecia que eles não conseguiam mais conviver de forma pacífica e normal. Sempre que se encontravam, precisavam de um motivo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nosso Casamento Tinha Prazo
Ela repete o mesmos pensamentos várias vezes. E o mais incrível u.a é prisioneiro e o outro é livre, no final ele teve um motivo muito importante para agir assim e vai querer compensar tudo....
Essa personagem é humilhada apor bens materiais....
Eu adoro histórias assim que a autora humilha a personagem principal por todo história para no final o homem estar apenas sendo enganado ou protegendo ela e acaba perdoado, ainda d põem alguém da família pra ajudar na humilhação, fica o romance perfeito!...
Pq esse tipo de história não da um pouco de amor próprio a mulher e ela encontra alguém q realmente a valoriza??? Só mostra que a mulher não se da o valor, mesmo depois de humilhada ela volta com o cara. Ridículo...
O melhor dessa história é que a autora põem a personagem para ser humilhada e trocar tudo por dinheiro, ou seja dignidade zero...
Adorando esse livro. Espero que o divórcio da Celeste demore o suficiente para o Gregório descobrir que sua salvadora do sequestro é Celeste. Que esse capítulo seja em breve....