Damian sentou-se na cama do hospital, encarando a mensagem que brilhava em seu visor de núcleo de luz.
Estava tão furioso que quase esmagou o dispositivo sob medida na mão. “Droga! O que há com a Emma? É impossível lidar com ela! Será que não entende o básico de uma frase, ou o quê?”
A voz dele trovejou, deixando o assistente tremendo no canto. Havia anos que ninguém via o Sr. Voss tão enfurecido.
Damian socou o travesseiro. “Prepare a nave. Vou para F-268!”
Se ele não fosse capaz de dar conta de uma fêmea dura de bolso, sem raízes, sem família e sem dinheiro, então não era o Damian de verdade.
…
Quando Emma finalmente desceu as escadas, piscou, surpresa, ao ver três homens ainda sentados no sofá.
“Não me diga que… vocês estão aí desde ontem?”
O Grande Ancião fez que sim, com um ar lastimoso. Não esperavam que a fêmea fosse dormir tanto. Eterianos precisavam de apenas cinco horas de descanso por dia, e ela dormira um dia e uma noite inteiros.
Ainda assim, ele forçou um sorriso gentil. “Srta. Emma Tibarn, o conforto de ontem fez maravilhas por Sua Majestade. Não temos palavras para agradecer.”
Emma deu de ombros. “Recebi as suas moedas estelares. Só fiz meu trabalho.”
O estômago dela roncou. Tudo o que queria era tirar aqueles homens dali e atacar a cozinha.
Mas Sebastian não arredou pé. “Na verdade, conversamos ontem à noite. Para facilitar pra você… e tornar mais conveniente a recuperação de Sua Majestade, ele gostaria de ficar aqui com você. Só por um tempo.”
Aquela vila era um dos benefícios sociais do Império para fêmeas eterianas — quinhentos metros quadrados, três andares. Pelo que parecia, o lugar estava mobiliado com o pacote padrão do governo, nada personalizado ou luxuoso. Tinha um ar simples, quase no osso. Comparado ao Palácio Talássico, nem jogava na mesma liga.
Claramente, aquela fêmea não tinha grandes economias. Ainda assim, parecia caprichosa — a vila estava impecável, tudo em perfeita ordem. Deixar Sua Majestade morar ali era um rebaixamento, mas, nas circunstâncias atuais, não havia muito o que escolher.
Emma franziu o cenho. “Você quer morar na minha casa?”
“Não nós”, apressou-se o ancião a explicar. “Apenas Sua Majestade. Claro, ele não vai ficar de graça. Cem milhões de moedas estelares por mês. O que me diz?”
Emma quase engasgou com a própria saliva. Suou e sangrou por cinco anos para juntar mal e mal três milhões. Aqueles caras jogavam cem milhões como se fosse troco de bolso.
O que mais ela podia fazer? Só restava venerar o tiozão rico em pessoa.
“Sem problema nenhum.” Ela exibiu seu sorriso mais doce. “Eu fico com o terceiro andar. No primeiro e no segundo tem nove quartos de sobra. Escolham o que quiserem e fiquem o tempo que acharem necessário.”
O rosto do ancião se iluminou. “Você é realmente uma companheira bondosa e generosa.”
Dava para ver — aquela fêmea tinha fraqueza por moedas estelares. Enquanto pagassem, seria um anjo.
Drake escolheu o maior quarto do segundo andar. Seus homens reorganizaram tudo e depois instalaram um escudo de nível interestelar — inquebrável, indestrutível, exceto por Drake em pessoa.
“Sua Majestade, o quarto está pronto. Por favor, descanse.”
O coração do ancião doía. Desde que Emma os deixara na noite anterior, não ousaram invadir a casa dela. Ficaram esperando na sala a noite inteira, enquanto seu mestre não pregou o olho.

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