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Nove Therianos Gatos e Sua Única Rainha romance Capítulo 117

Emma se virou para Silas e Edric.

“Eles aceitaram passar pela indução?”

Silas segurou o rosto dela com cuidado, os olhos sombrios, carregados de pesar.

“Emma, nenhum Theriano jamais concordaria com algo tão cruel. Nenhum.”

Edric soltou um suspiro pesado.

“Silas tem razão.”

Isso é doentio demais. O simples pensamento fez o estômago de Emma se revirar.

No monitor, pedaços de carne dilacerada explodiam pela tela. A névoa sangrenta subia como um pesadelo, tão densa que parecia ter gosto.

Emma engasgou e precisou se apoiar para não vomitar.

“Edric”, disse ela friamente, “mande Jimmy e Thero acabarem com aqueles dois Rank dez.”

Qualquer Theriano capaz de torturar a própria espécie não merecia continuar respirando.

Mesmo sob contrato, ela jamais confiaria neles.

Pessoas assim sempre encontrariam brechas para trair depois. Provavelmente descobririam como esconder seus segredos até mesmo de um vínculo contratual.

“Entendido.”

Edric assentiu e enviou a ordem para Thero e Jimmy.

Silas percebeu o nojo nos olhos dela e, em silêncio, cobriu-os com a palma da mão. Sabia que Emma não queria ver aquela cena por mais tempo.

“Emy”, murmurou com suavidade, “deixe o Edric cuidar do resto. Corvin e eu vamos te levar para casa.”

Não havia motivo para permanecer ali. O Clã Obsidiana Violeta e aquele laboratório distorcido também lhe causavam arrepios.

E Emma certamente não queria firmar nenhum contrato com aquele clã.

Silas não há conhecia há tanto tempo, mas, pelo modo como ela vivia, sabia que Emma sempre lutara apenas contra feras.

Ela nunca havia presenciado o quão cruéis os Therianos podiam ser entre si.

Aquela visão era suficiente para abalar qualquer um.

Naturalmente, isso incluía Emma.

Edric e Corvin trocaram um olhar ao notar o rosto pálido dela e concordaram em silêncio.

Corvin deu um passo à frente.

“Caçadora, vamos sair daqui. Esse local Ofídio é um lixo. Levarei você para Ravaryn. Pelo menos lá ainda existe um pouco de vida.”

Emma não estava com medo.

Ela já enfrentara coisas piores. Já havia abatido inúmeras feras.

O sangue não a assustava mais.

O que realmente a chocara era saber que Therianos podiam fazer aquilo com os de sua própria espécie.

Ela só precisava de um instante para se recompor, mas, ao ver a preocupação estampada no rosto deles, não teve coragem de discutir.

“Tudo bem. Vamos seguir o seu plano, Silas.” Em seguida, voltou-se para Edric. “Obrigada por tudo.”

Edric balançou a cabeça.

“Não precisa agradecer. Enquanto você estiver bem, eu cuido do resto.”

Ele faria qualquer coisa para garantir a segurança de Emma.

Depois das despedidas, Silas puxou sua pequena nave de guerra e a ajudou a embarcar.

Em seguida, passou os controles para Corvin.

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