“Eles simplesmente não querem que o Deus Fera os emparelhe com fêmeas de classificação inferior e os envie para viver em algum planeta esquecido. Por isso, sempre que o Baile de Celestara acontece, vários desses machos aparecem no Planeta Central para participar dos leilões.”
Emma finalmente entendeu — e a compreensão a deixou atônita.
Ela franziu levemente a testa.
“E se eles não gostarem das fêmeas que os comprarem?”
“Então é puro azar”, respondeu Corvin sem rodeios. “Nada neste universo é gratuito. Quando escolhem esse caminho, precisam aceitar os riscos envolvidos.”
Corvin havia sido abençoado desde o nascimento e conseguia construir unidades robóticas do zero. Nunca passara pelas dificuldades que esses machos enfrentavam, então lhe era difícil sentir empatia.
Ainda assim, ele sabia de uma coisa: após tomar uma decisão, não havia espaço para arrependimentos.
Emma assentiu devagar.
“Entendi.”
O olhar de Corvin percorreu os machos expostos. Todos eram bastante atraentes, embora suas classificações fossem baixas — o mais alto mal chegava ao Rank 4.
Ele abaixou a voz.
“Srta. Tibarn, viu alguém de quem goste? Se sim, posso comprá-lo discretamente para você. Podemos mantê-lo em algum lugar fora da mansão — só não deixe o príncipe Lucien nem os outros descobrirem.”
Se Lucien e Silas soubessem que Corvin havia levado Emma para fora e ela retornara com um novo macho disputando sua atenção, provavelmente o matariam na hora.
“Não.”
Emma respondeu sem qualquer hesitação.
“Não me interesso por nenhum deles.”
No instante em que as palavras deixaram seus lábios, um homem de asas negras e máscara preta avançou em sua direção, segurando uma única rosa vermelha.
Ele usava uma etiqueta de leilão que dizia:
‘Macho do Clã Encantador, Rank 4 — Preço: 1.000 moedas estelares.’
“Fêmea honrada”, disse ele, com uma voz grave e envolvente, carregada de um charme quase perigoso. “Sou um macho do Clã Encantador. Consideraria me comprar? Sou bem acessível.”
Por trás da máscara, seus olhos se fixaram em Emma — aguçados, ardentes, impossíveis de ignorar.
Mesmo sem ver seu rosto, a intensidade daquele olhar era como uma faísca atingindo pólvora. Os cantos de seus olhos se erguiam levemente, predatórios e sedutores, como se apenas seu olhar pudesse fisgá-la e puxá-la para perto.
Ainda que a expressão estivesse oculta, Emma sentia o sorriso perigoso escondido sob a máscara — um sorriso que prometia tentação e ruína.
Que aroma intrigante, pensou ele.
Não esperava que vir ao Planeta Central para o aniversário de Amara o levasse a encontrar uma fêmea tão interessante.
Emma observou o homem alado. Então este era um macho do Clã Encantador?
Ela não conseguia ver seu rosto claramente, mas apenas seus olhos já chamavam atenção.
Ainda assim, tinha certeza de não ter visto nenhum macho desse clã na lista anterior.
Lembrou-se do que Edric lhe dissera: se um macho se aproximasse oferecendo uma flor, ela deveria rejeitá-lo imediatamente. Caso contrário, ele poderia se agarrar a ela e nunca mais ir embora.

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