Silas arremessou o modelo de volta sobre a mesa.
“Não é que eu tema que ele tente bajular a Emy para conseguir ficar. O que me preocupa é que ele tenha outros objetivos — ele pode machucá-la.”
Aquele homem era ambicioso demais. Era difícil não enxergar através dele. Só alguém tão ingênuo quanto Corvin cairia naquela encenação.
Lucien disse:
“Estou avisando para que tenham cuidado com o Malrik. Vou mandar alguém investigar o passado dele.”
“Edric está prestes a avançar, Silas tem assuntos para resolver, Corvin não é confiável — então, Marcus, você vai ter que cobrir essa lacuna. Quando a Emma estiver sozinha, não se afaste dela. Não dê ao Malrik nenhuma oportunidade de ficar a sós com ela.”
Marcus não teve objeções. Perguntou a Lucien:
“Eu fico com a Srta. Tibarn até quando ela estiver dormindo?”
Lucien assentiu.
“Sempre que não pudermos estar com ela, você fica.”
Marcus confirmou com um aceno.
Edric questionou:
“Não vamos contar nada à Emma?”
Lucien lançou um olhar para Silas, que quase revirou os olhos.
“Vamos contar. Quando eu estiver com a Emy hoje à noite, vou conversar com ela.”
…
Duas horas depois, Emma saiu do quarto e encontrou Silas postado diante da porta.
“Por que você não estava esperando no seu quarto?”, perguntou.
“Senti sua falta. Queria te ver quanto antes.”
Silas a tomou nos braços e a levou de volta para o quarto dele. No vale, desta vez, uma nova cabana de madeira havia sido entrelaçada com vinhas azul-escuras. Ele a carregou para dentro e a acomodou na cama macia.
“Emy, o que achou da cabana? Gostou?”
Um carpete branco cobria o chão, e pequenas flores transparentes preenchiam o teto. Elas emanavam uma luz mutável — etérea, quase irreal.
Emma assentiu.
“Eu gostei.”
Silas a beijou e, em seguida, recostou-se na cama, abraçando-a enquanto perguntava em voz baixa:
“Emy, o que você acha do Malrik?”
Emma desabotoou o uniforme dele e deixou os dedos deslizarem por seu abdômen.

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