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Nove Therianos Gatos e Sua Única Rainha romance Capítulo 334

Emma percebeu pequenas fissuras, como teias de aranha, espalhadas pela barreira mental de Drake.

Se tivesse que arriscar um palpite, imaginava que essas rachaduras só começariam a se curar quando a nova muralha mental de Drake estivesse completamente estabilizada.

Provavelmente, ele voltaria ao normal quando isso acontecesse.

Não demorou muito para ela terminar o que precisava fazer.

Então, retirou a mão dele. Estava prestes a se levantar quando a cauda de Drake apertou de repente sua cintura.

Pegou-a de surpresa, fazendo com que perdesse o equilíbrio e caísse contra o peito dele.

— Drake, o que você está fazendo? — ela reclamou impaciente, virando-se para encarar o culpado.

— Emma... — ele murmurou baixinho, a voz carregada de culpa e dor. Soava como um filhote ferido, tímido demais para discutir, mas relutante em se afastar da dona.

— Eu... eu não ia fazer nada — sussurrou, os braços apertando-a com mais força. — Só... queria te abraçar um pouco mais.

Antes que ela pudesse recusar, ele começou a implorar:

— Emma, só me deixa te segurar mais um pouco. Juro que não vou tomar muito do seu tempo. Por favor?

Emma ficou rígida ao perceber o tom trêmulo da voz dele.

Sua mente gritava para empurrá-lo para longe.

Drake sentiu o corpo dela ficar tenso em seus braços. Sua voz ganhou um tom desesperado enquanto suplicava:

— Emma, por favor. Só me dê isso. Prometo que vou me comportar.

O outrora orgulhoso Drake Smith agora se via reduzido a mendigar migalhas.

Emma virou-se para encontrar os olhos dele, vermelhos e marejados. Ainda se lembrava de como aqueles olhos eram antes: inspiravam respeito e temor. Agora, não restava nem sombra de autoconfiança ou arrogância.

Eram como poças de esperança desesperada e medo cru. Ele temia ser afastado.

Enterrou o rosto na curva do pescoço dela, como um filhote perdido buscando abrigo. Sua voz parecia prestes a se desfazer em lágrimas:

— Emma, eu sei que não sou ninguém para você agora. Lucien estava certo. Não tenho direito de participar, e não... não mereço ficar ao seu lado.

A cada palavra, sua voz ficava mais rouca, como se fossem lixas arrastadas pela garganta. Eram palavras impregnadas de autodesprezo e amargura.

— Esqueci muitas coisas, mas lembro de uma: lembro que não consigo viver sem você. Meu peito fica vazio quando você não está comigo. É tão frio, tão oco.

Apertou-a ainda mais, como se quisesse fundi-los para preencher o vazio em seu coração.

Sua cauda, que estava quase imóvel depois da bronca, voltou a apertar a cintura dela. Mas não havia nada de dominante nisso. Pelo contrário, Emma sentia o tremor percorrendo a cauda, o toque frio das escamas pressionando suas roupas, denunciando o nervosismo dele.

— Não vou fazer nada, eu juro — ele disse, rouco.

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