Corvin correu animado, mas ao ver Malrik amarrado em correntes, seu semblante se fechou.
— Isso foi longe demais. Como puderam te prender desse jeito? Espere aqui. Vou te tirar daí agora mesmo.
Malrik estava deitado na cama, seus olhos vermelhos fixos em Corvin.
A atenção de Corvin estava toda nas correntes. Ele não percebeu a loucura e a dor ardendo nos olhos de Malrik.
Franziu a testa ao examinar as correntes. Elas estavam cobertas de runas e pontas afiadas. Os espinhos haviam penetrado fundo na pele de Malrik, como se fossem parte dele.
O Clã dos Encantadores é cruel demais.<\/i>
Como podem tratar um dos seus assim?<\/i>
— Malrik, não se preocupe. Vou tirar isso de você.
Falou enquanto tirava uma pilha de ferramentas estranhas de sua faixa de armazenamento.
Com cuidado, estendeu a mão e tocou uma das correntes. No instante em que seu dedo encostou, sentiu parte de sua habilidade sendo drenada.
Ofegou. A corrente realmente sugava habilidade.
Que tipo de coisa é essa?<\/i>
Nunca tinha visto correntes capazes de absorver o poder de alguém.
Rapidamente, pegou um par de luvas especiais e as vestiu. — Ainda bem que tenho isso.
Com as luvas, tocou a corrente novamente, agora sem ter sua habilidade drenada graças ao material.
Então, tirou um enorme alicate da faixa de armazenamento. — Malrik, isso pode doer um pouco.
Essas correntes não podiam ser abertas com ferramentas delicadas. Só havia um jeito: quebrá-las à força.
Prendeu a corrente com o alicate grande e pressionou com força. Um estalo agudo ecoou. A corrente se partiu instantaneamente.
Malrik soltou um gemido baixo de dor.
— Aguente firme, Malrik. Já vai acabar.
Ao ouvir o gemido de Malrik, Corvin não hesitou e continuou cortando as outras correntes.
Quando finalmente todas estavam quebradas, jogou as ferramentas de lado e começou a puxá-las de Malrik. Os espinhos continuavam ali. Ao remover as correntes, eles se arrancavam da pele de Malrik um a um, deixando para trás incontáveis feridas.
Corvin franziu a testa ao ver aquilo. Jogou as correntes de lado, depois tentou confortar Malrik enquanto pegava algumas folhas que Silas lhe dera.
— Não tenha medo, Malrik. Vou usar as folhas do Silas nas suas feridas. Você vai se sentir melhor logo.
Assim que pegou as folhas, olhou para cima e encontrou um par de olhos vermelhos, cheios de loucura e fúria.
— Mal... Malrik...
Corvin congelou e gaguejou. — O que está acontecendo com você?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Nove Therianos Gatos e Sua Única Rainha