Corvin envolveu Emma num abraço apertado, as orelhas felpudas roçando sua bochecha enquanto ele se aninhava mais. Então perguntou: "Srta. Tibarn, enquanto o Edric ainda não voltou, posso dormir no seu quarto? Prometo que, quando ele voltar, eu volto para o meu quarto e deixo que ele fique com você. Não vou disputar com ele."
Ele realmente sabia jogar no longo prazo, cedendo aqui para ganhar ali.
Emma já conseguia ver com clareza — fosse Corvin, com aquele ar de gatinho manso e obediente, ou Silas, todo polido e refinado — ambos eram macios por fora e afiados por dentro. Comparado a eles, sua cobrinha era o único que era de fato genuíno.
"Srta. Tibarn, pode ser?" Quando Emma não respondeu, a cauda de Corvin roçou sua cintura. "Eu prometo, é só para dormir."
Era basicamente tão crível quanto um "É só a pontinha, juro". Mas Emma não teve coragem de recusá-lo.
"Você pode dormir no meu quarto, mas tem que mudar para a forma de fera. Desse tamanho aqui." Ela ergueu a mão indicando a medida — mais ou menos o tamanho que ele tinha quando filhote, talvez um pouco maior.
Corvin a encarou, como se algo tivesse feito clique de repente. "Então é disso que você gosta."
"Não! Não vá tirando conclusão!" cortou Emma.
Era só porque um gato desse tamanho era o mais confortável de abraçar. Além disso, toda noite, encarar um homem lindíssimo que ela poderia aconchegar e beijar à vontade — quem conseguiria dormir como um santo?! Emma temia, de verdade, que uma hora fosse se perder e… profaná-lo.
"Srta. Tibarn, não precisa explicar. Eu entendi. Entendo tudo." Corvin parecia que realmente tinha entendido, o que deixou Emma frustrada e sem palavras.
Ela puxou o cobertor de volta por cima dele e o enrolou outra vez. "Vai pôr uma roupa. Depois volta para dormir."
Corvin baixou os olhos para o cobertor que o envolvia, claramente sem vontade de se mexer. "Srta. Tibarn, se eu mudar de forma, com ou sem roupa dá no mesmo."
Ele tinha pelagem, afinal; mas a verdade é que Emma só queria despachá-lo para poder ir alimentar Silas com sangue.
"Vai pôr roupa. Hoje à noite você não precisa mudar de forma", disse.
Corvin se iluminou na hora, percebendo que podia deitar ao lado dela em forma humana. Saltou da cama, empolgado. Moveu-se tão rápido que quase roçou o rosto dela.
Ele também percebeu e se apressou em se desculpar: "Srta. Tibarn, me desculpe! Vou me trocar. Volto rapidinho — me espera!"
E saiu correndo.

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