Como Lília Andrade poderia ter alguma objeção?
Naquele estado, mesmo que Vicente Freitas a deixasse ir, ela não teria coragem de voltar para casa e encarar seus pais. Caso contrário, teria que ser expulsa porta afora junto com Vicente.
Lília não queria isso de jeito nenhum, então apenas murmurou:
— Então, anda logo com isso!
Vicente sabia que estava errado, por isso vestiu-a com muita seriedade e cuidado. Ele nunca tinha feito isso por ninguém, mas, por ser Lília, estava disposto a quebrar seus próprios princípios.
Depois de vesti-la, carregou-a até o banheiro. Sabendo que ela ainda não havia se recuperado fisicamente, colocou-a sentada sobre a bancada da pia, para que não precisasse ficar em pé. Pessoalmente, ele colocou a pasta na escova de dentes e serviu a água.
Diante de tantos mimos, Lília aproveitou a oportunidade para ser exigente. Vicente levou o copo até os lábios dela. Lília aceitou o cuidado como algo natural. Afinal, quem mandou ele a deixar naquele estado, sentindo-se como se fosse desmoronar?
Uma higiene simples levou mais de dez minutos. Depois que Lília entregou a toalha para Vicente guardar, ela passou os braços ao redor do pescoço dele, indicando que queria ser carregada.
Vicente, vendo-a tão dócil, sentiu o coração amolecer. Aproveitou o momento, puxou-a para si e deu-lhe mais um beijo apaixonado.
Lília olhou para ele com insatisfação:
— Sr. Freitas, o senhor entende que não se pode ir com muita sede ao pote? Se me beijar de novo, meus lábios vão rachar!
Na noite anterior, eles já tinham se beijado inúmeras vezes. Beijavam-se a qualquer hora e em qualquer lugar; quando o clima esquentava ou simplesmente quando seus olhares se cruzavam. Mesmo quando ela pedia clemência ou uma trégua, ele não parava...

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