Chris recostou-se na cadeira lentamente.
— É exatamente nisso que estamos trabalhando. Nossa equipe está reunindo um dossiê completo. Mas você já percebeu o quão escorregadio Harold é. Até mesmo as autoridades estão tendo dificuldades para localizá-lo.
— Ele não pode se esconder para sempre. — Interrompeu Daven friamente. — Todo movimento deixa rastros. Eu não vou ficar parado até que ele pague por isso.
— E eu também não vou deixá-lo escapar, Sr. Callister.
Chris lançou-lhe um olhar afiado.
— Mas você precisa tomar cuidado. Não abaixe sua guarda. Mesmo com a mídia focada em Harold, ele provavelmente ainda possui aliados extremamente influentes. E nunca se esqueça... Qualquer pessoa que tenha trabalhado com ele será investigada. Inclusive você.
— Eu sei.
O punho de Daven fechou-se lentamente.
— É exatamente por isso que montei minha própria equipe. Revisei novamente cada documento, cada contrato e cada transação que já tive com Harold. Não vou deixar nenhuma brecha para ele usar contra mim.
— Ótimo. Quanto mais provas tivermos, mais apertamos a rede ao redor dele. Não vou deixá-lo escapar... Mas isso levará tempo.
Daven assentiu rigidamente, embora o fogo em seus olhos denunciasse a fúria ainda queimando dentro dele.
— Eu só quero uma coisa, Chris. Garanta que Harold não tenha mais espaço sequer para respirar.
— Acredite em mim... Esse também é meu objetivo.
O escritório mergulhou num silêncio pesado, interrompido apenas pelo tique-taque do relógio preso à parede.
Daven tomou um gole do café, já morno, tentando controlar a tempestade dentro da própria cabeça.
Naquele instante, uma batida interrompeu o silêncio.
Um funcionário entrou rapidamente, inclinando-se respeitosamente.
— Sr. Chris, desculpe interromper. Há um visitante insistindo em vê-lo. Ele afirma que é urgente.
Chris franziu imediatamente a testa.
— Quem?
O funcionário hesitou antes de responder:
— Sr. Cale Miller.
— Desde quando ele precisa de permissão para entrar? — Murmurou Chris irritado.
E exatamente naquele momento, Cale entrou sem esperar autorização alguma.
— Pelo menos eu tenho educação básica. Diferente de você.
Os olhos de Chris se estreitaram instantaneamente.
— O que você veio fazer aqui? Você não deveria estar em Hong Kong?
***
Dois dias antes.
O velho armazém localizado nas docas do sudoeste parecia um lugar abandonado pelo próprio tempo.
O ar carregava um cheiro forte de maresia misturado com ferrugem, um odor metálico que grudava na garganta.
A luz do sol atravessava os buracos espalhados pelo telhado de metal enferrujado, criando feixes estreitos de claridade que cortavam a poeira suspensa no ambiente.
Sempre que o vento vindo do mar soprava mais forte, as dobradiças soltas da porta soltavam guinchos agudos e perturbadores, tornando o lugar ainda mais sombrio.
O chão de concreto estava úmido em vários pontos, manchado por óleo escuro que havia se infiltrado nas rachaduras há muito tempo.
Correntes enferrujadas e caixas de madeira abandonadas permaneciam espalhadas pelos cantos como testemunhas silenciosas de segredos antigos.
De vez em quando, o som repetitivo de gotas caindo de um cano vazando rompia o silêncio sufocante, ecoando pelo galpão de maneira inquietante.
James Sullivan permanecia curvado sobre uma cadeira metálica velha, observando obsessivamente a pesada porta de aço marcada pela ferrugem.
Não havia praticamente nada para fazer ali além de assistir à televisão velha no canto do armazém, que alternava constantemente entre duas notícias:
Vanessa.
Ou escândalos políticos envolvendo Theo Blake.
Sem aquela televisão... O lugar se tornava insuportável.
Silencioso demais.
Sufocante demais.
Cale apoiou-se preguiçosamente numa coluna de aço, os braços cruzados diante do peito.
Seu olhar era frio. Cortante. Impiedoso.
Um sorriso debochado surgiu lentamente em seus lábios.
— Você deveria me receber adequadamente. Não agir como uma criança chorando.
James rosnou baixinho antes de empurrar a cadeira violentamente e sentar-se diante dele.
Enquanto isso, Cale parecia absurdamente confortável, como se aquele armazém úmido e sufocante fosse apenas um ponto casual de encontro.
— Quanto tempo você pretende me manter preso aqui?
Cale abriu uma lata de cerveja casualmente.
— Não sei. Talvez até eu ficar entediado.
BANG!
James bateu violentamente o punho sobre a mesa de madeira.
Pacotes de salgadinhos e latas de cerveja voaram para todos os lados.
A mesa permaneceu intacta.
Mas sua própria mão não.
O sangue imediatamente começou a escorrer pelos nós de seus dedos.
— Droga... Você estragou completamente o gosto da cerveja. — Comentou Cale friamente, o olhar endurecendo perigosamente. — Você realmente sabe acabar com o clima.
Sem qualquer aviso, ele arremessou a lata parcialmente cheia diretamente no rosto de James.
A cerveja explodiu por todo lado, encharcando James completamente enquanto o líquido escorria gelado pelo rosto e pescoço.
— Não ultrapasse os limites. — Avisou Cale friamente. — Você está se precipitando demais se acha que vou libertá-lo tão cedo, James. Não seria melhor aproveitar um pouco esse descanso... Antes de voltar para uma mulher que já está praticamente destruída?
James limpou o rosto molhado de cerveja com a manga da roupa, enquanto a outra mão fechava-se violentamente em punho. Seu peito subia e descia tomado pela fúria reprimida.
— Não aja como se realmente se importasse. Eu sei exatamente o que você está fazendo. Você está encurralando Vanessa através da imprensa. Está afundando ela ainda mais ao me manter preso aqui... Não é?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta
Tô super indignada cm esse livro. Nossa cm pode o cara tratou ela cm um ND . Aí ela encontrou um homem pra dar TD o q o outro não fez. E aí a autora decidiu matar o homem q a ajudou a se sentir viva e colocar novamente o daven . Como pode o chese morrer pra q daven fosse feliz novamente . Nossa eu nka li um livro e sentir tanta repulsa. Pq o devendo mereceu felicidade enquanto q foi suporte e afeto teve q morrer. Nossa tô frustrada de verdd...