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O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta romance Capítulo 291

— Chegamos! — Disse Althea suavemente quando o carro parou.

— Onde é isso, Mãe? — perguntou Josh, confuso.

O olhar dele percorreu as fileiras silenciosas de lápides.

Por que estavam em um lugar assim?

Alguém tinha morrido... Mas quem?

Tio Beni?

Não, isso era impossível.

Josh havia visto Beni várias vezes durante as sessões de fisioterapia e, embora o homem ainda estivesse se recuperando, melhorava a cada dia.

Pelo menos ele havia sobrevivido ao terrível acidente que Josh desejava esquecer.

O cemitério se estendia tranquilamente sob a luz suave da manhã.

Chase estacionou o carro perto da área que Althea havia pedido.

Ele conhecia aquele lugar.

Já esteve ali antes para visitar alguém muito importante para ela.

Era sua segunda vez ali... E ele nunca se importava em voltar.

Não quando era por Althea.

Na noite anterior, ela havia lhe feito apenas um pedido:

Visitar o túmulo de sua mãe com Josh antes de voltarem para casa.

Era algo que ela queria fazer havia muito tempo, antes do acidente mudar tudo.

Mas agora... Finalmente parecia o momento certo.

— Estamos visitando o túmulo da sua avó, meu amor. Vovó Aisa. Ela era minha mãe. — Explicou Althea gentilmente.

Os três caminharam devagar pelo caminho estreito, as folhas secas estalando sob seus pés.

Uma brisa suave acariciava seus rostos, como se desse boas-vindas àquele santuário silencioso.

Althea segurava firmemente a pequena mão de Josh, enquanto Chase vinha logo atrás carregando um buquê de lírios brancos que havia encomendado naquela manhã.

Althea parou diante de uma lápide simples.

Seu peito apertou imediatamente.

As lágrimas surgiram antes mesmo que pudesse contê-las.

— Aqui estamos.

Ela apertou levemente a mão de Josh.

— Josh, essa é sua avó... Minha mãe. Ela era uma pessoa maravilhosa. Desculpa ter demorado tanto para trazer você aqui.

Josh encarou o túmulo por um longo momento.

Então abaixou a cabeça educadamente.

— Oi, Vovó Aisa... Eu sou Josh, seu neto. Desculpa ter demorado pra vir. Eu nunca pude conhecer você, mas sei que deve ser tão bonita quanto minha mãe.

Um sorriso tímido apareceu em seus lábios antes de ele se sentar cuidadosamente sobre a grama.

— Posso contar uma história pra você? Eu fiquei doente por um tempo... Mas estou muito melhor agora. Espero que não esteja preocupada.

Os três permaneceram juntos diante do túmulo, mergulhados em um silêncio calmo e respeitoso.

Althea arrancava pequenos matinhos perto da lápide, limpando o local mesmo sabendo que já estava muito bem cuidado.

Chase ajoelhou-se ao lado dela, espalhando pétalas de flores e posicionando cuidadosamente o buquê na base da pedra.

Havia tantas coisas que Althea queria dizer.

Tantas palavras guardadas dentro dela por anos.

Mesmo sem resposta.

Mesmo tendo apenas o vento como companhia.

Falar com sua mãe tornava o peso em seu peito um pouco mais leve.

A gratidão inundava seu coração.

Ela havia sobrevivido.

E Josh também.

Enquanto isso, Josh continuava falando baixinho, a voz carregada de inocência e calor.

— Vovó, eu adoro jogar futebol. Às vezes a mamãe fica brava porque eu fico empolgado demais. Mas prometo que vou tomar mais cuidado. Quero crescer forte... Assim a mamãe não vai precisar se preocupar comigo.

Um silêncio suave caiu sobre eles.

O vento soprou novamente, como se levasse aquelas palavras para algum lugar muito distante.

Althea segurou as mãos do filho entre as suas, os olhos brilhando.

— Obrigada, meu amor. Tenho certeza de que sua avó está sorrindo agora... Ouvindo tudo o que você disse.

Josh ergueu o rosto, os olhos grandes cheios de curiosidade inocente.

— Espero que vovó Aisa apareça nos meus sonhos algum dia.

Por dentro, o peito tremia com emoções que ela não podia demonstrar.

Aquele nome...

Sempre seria um lembrete da verdade escondida no fundo do seu coração.

Josh voltou-se para ela outra vez, sorrindo inocentemente.

— Mamãe, a vovó Evelyn era tão bonita quanto você?

Althea engoliu em seco, tentando desfazer o nó em sua garganta.

— Sim, meu amor. Vovó Evelyn era muito bonita... E tinha um coração cheio de amor.

Josh abriu um sorriso orgulhoso e voltou os olhos para a lápide.

— Fico feliz por ter tantas vovós gentis. Espero que um dia eu possa conhecer todas elas.

O cemitério continuava silencioso.

O vento soprava suavemente ao redor deles.

Mas dentro do coração de Althea ainda existia uma melancolia silenciosa.

Chase percebeu.

Percebeu os dedos dela tremendo levemente entre os seus.

Então apertou sua mão com mais força.

— Qualquer decisão que você tomar... — Disse ele baixinho. — Eu nunca vou te julgar. Vou apoiar você completamente. Sempre estarei aqui. Por você... E pelo Josh.

Althea virou-se para ele, sentindo o peito aquecer diante daquelas palavras.

— Obrigada, Chase. Você sempre me faz sentir mais forte.

O olhar dele se aprofundou, cheio de sinceridade silenciosa.

— Porque vocês dois são a razão de eu continuar vivo.

Josh caiu na gargalhada imediatamente, quebrando o peso do momento.

— Mamãe, papai... Não esqueçam de mim! Eu sou a maior razão do sorriso de vocês, lembram?

As risadas dos três ecoaram suavemente entre os túmulos.

E naquele silêncio tranquilo do cemitério, eles encontraram algo precioso:

força renovada para seguir em frente.

Depois de tudo o que haviam enfrentado... O que mais ainda havia para temer?

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