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O Arrependimento Dele - Ex-Marido Me Quer de Volta romance Capítulo 302

Um ano depois.

O ar da tarde em SunCity estava quente, entrando pelas amplas janelas da sala de estar da família Miller. Althea estava recostada no sofá, a mão acariciando com delicadeza a barriga arredondada, um sorriso sereno nos lábios.

Agora, com quase sete meses de gravidez, ela passava a maior parte dos dias em casa. Desde que o médico a aconselhou a limitar suas atividades, seu mundo havia se tornado mais silencioso... Mais suave.

Aquela gravidez era diferente. Seu corpo parecia mais fraco do que antes, sua energia se esgotava com mais rapidez, embora ela suspeitasse que não fossem apenas os hormônios. De alguma forma, sentia como se aquele bebê quisesse mais dela, mais atenção, mais repouso, mais amor.

Ela não se importava.

Chase, na verdade, parecia secretamente grato. Gostava de voltar para casa e encontrá-la ali, esperando por ele, para passarem as noites juntos, com Josh encolhido entre os dois.

— O que você está lendo?

Althea virou-se na direção da voz no momento em que o marido se aproximava, carregando um copo de leite morno e um prato com alguns lanches.

— Este livro. — Disse ela, mostrando a capa de um guia sobre gravidez. — Onde está Josh?

— Ainda está brincando com Nyu. — Respondeu Chase, com um sorriso largo. — E como está o meu docinho, hein?

Ele colocou a bandeja sobre a mesa e se ajoelhou diante dela, passando a mão com ternura pela curva de sua barriga.

— O bebê chutou de novo?

— Sim! — Respondeu Althea suavemente. — E bem forte desta vez. Acho que alguém sabe que é fim de semana e que o papai vai ficar em casa o dia inteiro.

Chase riu baixo, com os olhos suavizados pela admiração enquanto fitava a barriga dela. Mesmo agora, a ideia de que uma nova vida crescia dentro dela fazia suas mãos tremerem levemente toda vez que a tocava.

— Bem, fico feliz em saber que nosso pequeno já está impaciente para brincar comigo.

Althea riu baixinho.

— Mas, às vezes, os chutes doem. Acho que Josh vai ganhar um irmão com tanta energia quanto ele. Talvez até mais.

Isso fez Chase cair na risada.

— Quando é sua próxima consulta? O médico disse que agora é a cada duas semanas, certo?

— Isso. Quarta-feira. Se você estiver muito ocupado, posso ir com a mamãe. Ela sempre reclama quando eu não a levo.

— É mesmo? — Chase inclinou a cabeça, pensativo por um instante. — Tudo bem, então vá com a mamãe. Eu encontro vocês no hospital depois. Tenho uma reunião com o conselho de professores que não posso faltar, planejamento do novo semestre, discussões sobre o currículo... Você sabe, todas essas coisas divertidas que fazem minha cabeça girar.

Althea assentiu em compreensão.

Ela nunca reclamava do quanto Chase estava ocupado administrando a Fundação SunRise. Também não se incomodava quando ele passava longas horas fora. Porque Chase sempre sabia como compensar com pequenos gestos, afeto silencioso e aquele tipo de presença que apagava qualquer solidão assim que ele voltava para casa.

— Ouvi dizer que há uma nova professora que...

Ela nem chegou a terminar a pergunta.

Uma voz aguda ecoou do quintal.

— Cale! Não pense que eu não consigo ouvir você reclamando de novo!

Chase virou-se na direção do som e suspirou.

— Parece que eles começaram outra vez.

Althea conteve uma risada.

— Eu avisei, nunca deixe os dois no mesmo cômodo por mais de dez minutos.

— Tarde demais! — Resmungou Chase, levantando-se e seguindo até a porta de vidro que dava para o jardim.

— É exatamente por isso, Althea, que eu odeio quando convidados intrometidos como o Sr. Cale aparecem na sua casa.

— Vocês dois conseguem parar de discutir por cinco minutos? — Althea massageou as têmporas, exasperada.

Ver sua melhor amiga e seu cunhado brigando começava a parecer como tomar conta de dois adolescentes teimosos.

— Chase, preciso falar com você. — Disse Cale de repente, o tom mudando, agora sério.

— Se está me pedindo para salvá-lo do papai, não posso ajudar. — Respondeu Chase, seco. — Imagino que ele esteja aqui para fazer você sair de Singapura.

Cale gemeu.

— Ainda tenho coisas para resolver lá. Vamos lá... Você ainda pode ajudar Chris a cuidar da TnC, certo?

Os olhos de Chase se estreitaram.

— Por que está tão desesperado para manter a filial de Singapura? Você poderia delegá-la a alguém competente e administrá-la da sede. A menos que...

— Acho que o nosso querido Sr. Cale tem uma amante em Singapura. — Interrompeu Lydia docemente, completamente despreocupada. Não havia nenhum sinal de vergonha em seu tom. — É por isso que ele está tão relutante em ir embora.

Cale piscou, então abriu um sorriso perverso.

— Você está certa, Srta. Lydia. Desde quando anda acompanhando minha vida pessoal? Está me investigando? Uau... Eu não sabia que tinha uma fã tão dedicada.

O queixo de Lydia caiu.

Até onde ela sabia, Cale Miller era o último homem no mundo que brincaria daquele jeito, geralmente frio, estoico e indecifrável, do tipo que preferia ficar remoendo os próprios pensamentos em um canto, com uma taça de vinho ou um charuto. Desde quando ele havia se tornado tão irritantemente tagarela?

— Ah, pelo amor de Deus. — Suspirou Althea, desistindo completamente dos dois. — Se vocês não conseguem parar de brigar, que tal simplesmente saírem em um encontro? Vocês praticamente foram feitos um para o outro.

— NUNCA! — Gritaram os dois em uníssono.

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