— Mãe! Althea desmaiou de novo! — A voz apavorada de Kalina ecoou da sala de estar.
Riana saiu correndo da cozinha, com Kate e Felicia logo atrás.
Althea estava deitada no sofá, o rosto pálido, a respiração fraca e irregular.
Havia três dias, Riana e Daniel junto com a família Callister se revezavam para ficar ao lado dela. Desde que a notícia sobre Chase veio à tona, nenhum deles ousava deixá-la sozinha, nem por um instante.
Todos sabiam que Althea precisava de mais do que conforto. Ela precisava de força.
Ainda assim, apesar dos esforços de todos, sua condição parecia piorar a cada dia.
Ninguém podia culpá-la de verdade.
A situação a havia abalado até o fundo da alma, tanto física quanto emocionalmente. Seu estado mental estava frágil, e as notícias contraditórias sobre o avião desaparecido só pioravam tudo, alimentando seu medo e sua desesperança.
— Meu amor, consegue me ouvir? Abra os olhos, Althea. — Pediu Riana suavemente, aproximando-se do corpo trêmulo da nora.
Seu próprio coração estava se partindo, mas ela se obrigou a permanecer forte. Não podia desmoronar agora, não quando Althea e Josh precisavam de alguém em quem se apoiar.
Felicia voltou com um copo d’água e começou a abanar gentilmente o rosto de Althea.
— É a terceira vez esta semana. — Murmurou, com a preocupação estampada em todo o rosto. — Estou começando a ficar realmente assustada.
Kate segurou a mão mole de Althea, apertando-a com firmeza.
— Ela está guardando coisa demais dentro de si. Toda vez que pergunta sobre Chase, isso acontece.
As pálpebras de Althea tremularam, e sua voz saiu fraca e trêmula.
— Eles ainda... Não o encontraram, encontraram?
Riana lhe deu um sorriso suave e trêmulo, que não chegou a alcançar seus olhos.
— Eles ainda estão procurando, meu amor. As equipes de resgate ampliaram a área até a fronteira com a Grécia. Todas as melhores unidades estão lá.
— Então ainda não há sinal nenhum...
— Ainda não! — Respondeu Kate com cuidado. — Mas isso não significa que seja uma notícia ruim. Às vezes, aviões fazem pousos de emergência em áreas remotas. Pode levar tempo para encontrá-los.
Althea encarou o teto, enquanto lágrimas silenciosas escorriam por seu rosto.
— Quantos dias já se passaram, mãe?
— Este é o quarto dia. — Disse Lydia em voz baixa. — Mas precisamos continuar acreditando. Eles vão encontrar alguma coisa em breve.
Da escada, uma vozinha se fez ouvir.
Josh estava parado ali, agarrado ao ursinho de pelúcia, os olhos grandes cheios de inocência.
— Mamãe... O papai ainda não voltou para casa porque o avião está cansado?
Todos congelaram.
Riana engoliu em seco, então conseguiu abrir um sorriso fraco e vacilante.
— Sim, meu amor. O avião só está descansando um pouquinho. Quando ficar forte de novo, vai voar de volta para casa.
Josh assentiu devagar.
— Eu quero ver o papai Chase.
Althea cobriu a boca, o corpo tremendo enquanto tentava conter os soluços.
— Venha, Josh. — Disse Felicia gentilmente, dando um passo à frente. — Você precisa se arrumar para a escola, lembra? Quer que a tia Felicia leve você hoje, ou a tia Kalina?
Josh pensou por um momento, então sussurrou:
— Tia Felicia. Você não se importa, né?
Felicia sorriu com carinho.
— Claro que não, meu amor. Eu adoraria.
Assim que Josh desapareceu em seu quarto, a compostura de Althea se despedaçou.
Ela baixou a cabeça, a voz trêmula.
— Por quanto tempo vou ter que continuar mentindo para ele? Por quanto tempo vou ter que fingir ser forte na frente do meu filho?
Lydia estendeu a mão e apertou a dela.
— Até conseguir falar sem desmoronar na frente dele.
— E se ele não voltar, Lydia? E se aquele avião...
— Não diga isso! — Riana a interrompeu com firmeza. — Não podemos pensar assim. Até que haja uma declaração oficial, Chase está vivo. É nisso que você precisa se agarrar.
Kate falou em seguida, o tom calmo, mas firme.

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