Era final de tarde quando Zelda terminou seu trabalho de meio período no instituto de treinamento local, onde ela vinha trabalhando como instrutora de design de moda havia um ano. Ela ensinava adultos sobre moda, vestuário e maquiagem, algo que sempre adorou fazer.
Agora que não trabalhava mais na empresa de Ferguson, ela chegava cedo para se preparar para sua aula noturna e encontrar algo para fazer. Foi nesse momento que a gerente se aproximou com um pedido inesperado.
"Zelda! Que bom te encontrar aqui," disse a gerente aliviada. "A Mary não conseguiu vir para a aula das crianças hoje. Você se importaria de cobrir para ela?"
Zelda sorriu. "Claro, estou livre agora durante o dia, então não é problema."
O rosto da gerente se iluminou. "Ah, muito obrigada. Na verdade, o marido de Mary foi transferido, então vamos precisar de alguém para assumir a posição dela permanentemente. Se você estiver interessada, participe da aula de hoje e me avise depois como se sentiu."
Zelda ficou animada. "Vou tentar! Obrigada por pensar em mim."
Quando Zelda entrou na sala das crianças, logo ficou encantada. Elas estavam cheias de energia, cheias de ideias e ansiosas para aprender, tornando a experiência revigorante e muito divertida. A disposição e criatividade delas lembravam Zelda por que ela amava moda e design.
Depois da aula noturna, ela foi ver a gerente. "Eu adoraria assumir a posição da aula das crianças," disse com um sorriso.
A gerente sorriu de volta. "Perfeito! Já ouvi ótimos comentários das crianças, e os pais parecem encantados também. Você tem jeito para isso."
Zelda saiu do instituto muito feliz. Esse novo papel veio no momento perfeito, dando-lhe uma maneira de se sustentar e ajudar seu irmão, fazendo algo que realmente gostava. Este trabalho parecia um sinal de Deus.
*****
Zelda foi ver seu cunhado, Zander, já que não tinha conseguido visitá-lo desde o dia anterior, quando ouviu sua sogra, Helen Ferguson, tramando manipulá-la. Helen tinha agido como se finalmente estivesse aceitando Zelda como uma verdadeira nora, mas Zelda agora sabia a verdade. Ela só queria que ela produzisse um "saco de sangue".
Ela se importava profundamente com Zander e faria qualquer coisa por ele, mas a ideia de ser enganada por Helen a machucava profundamente.
Quando Zelda chegou ao hospital, encontrou Zander sendo como sempre arteiro, recusando-se a comer e dando trabalho à equipe. A enfermeira e uma empregada estavam tentando convencê-lo a dar uma mordida, mas ele não queria saber.
Zelda bateu suavemente antes de entrar com um sorriso.
"O que é toda essa confusão, Zander?" ela perguntou calorosamente.
"Esse jovem aqui se recusa a comer," respondeu a enfermeira, olhando para Zander de forma enfática.
Zander, ao notar, sorriu e apontou para a enfermeira. "Gosto dessa aqui. Ela é fofa e sabe que sou um homem, e não um garotinho!"
Com um sorriso de lado, Zelda provocou, "Então, se você é um homem, não precisa de ninguém para te dar comida, certo? Pode comer sozinho."
A empregada parecia aliviada. "Ainda bem que você está aqui, senhorita Zelda. Vou dar uma rápida pausa. Volto já," disse, saindo.
Enquanto a enfermeira verificava o prontuário de Zander e saía discretamente, Zander voltou o olhar para a janela, fingindo estar magoado.
"Cunhada, você me trouxe aqui e depois me deixou ontem," ele reclamou.
"Desculpa mesmo, Xander. Sei que não me despedi ontem, mas fiz questão de que sua mãe e seu irmão estivessem aqui," Zelda se desculpou, aproximando-se dele.
Xander cruzou os braços, ainda emburrado. "Você nem veio se despedir," murmurou dramaticamente.
Zelda se inclinou, deu um beliscão de brincadeira na bochecha dele e plantou um rápido beijo na sua testa.
"Estou realmente arrependida, você me perdoa?"
Ele a olhou de baixo para cima. "Não acredito em você."
Com um sorriso, Zelda alcançou sua bolsa e puxou uma pequena caixa de bolo. Ela segurou a caixa fora do alcance dele, provocando.
"Hum, não sei o que tem aqui dentro. Mas se você me perdoar, talvez consiga descobrir."
Os olhos de Xander brilharam, e ele se inclinou mais, curioso com a caixa. "O que é isso?"
Zelda ergueu uma sobrancelha, em um tom cantarolante. "É melhor decidir rápido antes que sua mãe nos pegue. Ela não gostaria do que tem aqui dentro."
"Tá bom, tá bom, eu te perdoo!" Xander sorriu, pegando a caixa com entusiasmo.
Ele a abriu e encontrou um bolo de chocolate, soltando um suspiro de alegria. "Você trouxe bolo de chocolate pra mim?"
Zelda sorriu de lado, colocando um dedo nos lábios. "Faz silêncio, senão todo mundo vai saber. Agora vá, come antes que alguém nos pegue."


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