ISADORA VILLANOVA
Abri o envelope e as palavras impressas saltaram aos meus olhos.
"Termo de Divórcio Consensual".
— Divórcio? O que está acontecendo?
— Pare de fazer perguntas idiotas e apenas assine, Isadora — sua voz continha um ódio que eu nunca tinha visto.
— Assim, do nada? O que fiz de errado para você me tratar assim? Não devo saber o que mudou de hoje de manhã para agora?!
Ele deu um passo à frente. Sua altura e olhar me intimidaram, fazendo-me recuar até bater a perna no sofá.
— Vou te dizer o que mudou, Isadora. Ela acordou do coma. Faça suas malas, seu tempo aqui acabou.
O gosto metálico de sangue inundou minha boca quase instantaneamente.
Virei o rosto para o lado e tossi discretamente contra o lenço de tecido que estava escondido na minha mão. Quando abri um pouco os dedos, vi a mancha vermelha escura. Apertei o tecido na palma da mão o mais forte que pude para que ele não visse.
"Coma."
Fui imediatamente arrastada para uma lembrança passada.
TRÊS ANOS ANTES...
— Eu não vou! Vocês não podem me obrigar a fazer isso! — Isabella, minha irmã gêmea, gritava a plenos pulmões.
— Isabella, por favor! — nossa mãe implorava, chorando no sofá. — O contrato de casamento com os Lancaster foi assinado há anos!
— E o que eu tenho a ver com o acordo de vocês?! O grande Vicente Lancaster agora não passa de um aleijado inútil e está à beira da falência! Eu não vou jogar a minha beleza no lixo!
— Minha filha, os médicos disseram que há esperança... — meu pai tentou intervir.
— Não me interessa! Me recuso a passar os melhores anos da minha vida empurrando uma cadeira de rodas!
— Isabella, nós vamos perder tudo! Ele ainda tem poder suficiente para nos afundar junto! — gritou minha mãe, desesperada.
— Então declarem falência! Eu estou indo para a Europa com o Fernando! — Isabella jogou o cabelo para trás e pegou a mala.
Antes de sair, ela parou e olhou para mim.
— Você... — Isabella apontou o dedo na minha direção. — A gêmea boazinha, inteligente e sem graça. Por que não resolve esse problema? Você sempre abaixa a cabeça para tudo o que eles mandam mesmo.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO Ajoelhado: "Por Favor, Não Dê Seu Último Suspiro!"