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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 134

A VINGANÇA PARTE 1

O ar sofisticado da Catedral de Milão, impregnado com o perfume de incenso caro e velas, dissipou-se no instante em que as portas de carvalho maciço se abriram com um estrondo metálico. O silêncio que se seguiu não foi de reverência, mas de um choque absoluto e paralisante.

Pelo corredor central, avançava uma figura que parecia ter sido arrancada de uma fotografia empoeirada do século passado. O homem caminhava com o peso de quem lida com a terra, ignorando o mármore polido sob suas botas envelhecidas e manchadas de lama seca. Ele vestia um casaco surrado de lona, marcado pelo suor e pelo sol, que contrastava violentamente com os smokings de corte impecável da elite italiana.

A cada passo, o murmúrio crescia como uma onda. Não era apenas a sujeira ou o comportamento grotesco de quem cuspia discretamente no canto antes de prosseguir; era o rosto. Sob uma barba densa e mal cuidada, as feições eram uma cópia quase perfeita de Henry Salvattore. Era como ver uma versão distorcida, rústica e empobrecida do próprio noivo.

A aristocracia e a imprensa milanesa assistia à cena em um transe de incredulidade. Nas primeiras fileiras, o impacto foi devastador:

Lorenzo e Valentina, e os pais de Karen trocaram olhares de puro pavor. Lorenzo apertou o braço da sua cadeira indignado, enquanto Valentina levava a mão ao peito, questionando em voz alta como aquele "maltrapilho" conseguira romper a segurança de um dos casamentos mais blindados da Europa.

A noiva, estava estática no altar, sentiu o sangue fugir do rosto. A raiva borbulhava sob sua maquiagem caríssima. Para ela, aquele homem não passava de um mendigo petulante, uma mancha em seu dia de glória. Ela ainda não tinha processado a verdade: Henry não o havia trazido por acaso.

Henry Salvattore, mantendo uma calma gélida e um sorriso que não chegava aos olhos, observava a destruição de Karen. Enquanto o lenhador camponês parava diante do altar, exalando o cheiro de pinho e fumo de corda, o contraste era absoluto. Ali estava o segredo genético de Karen, o verdadeiro pai dos gêmeos, despojado de qualquer glamour, revelando que o sangue que ela carregava não pertencia à linhagem Salvattore, mas às florestas rudes do interior do Texas.

_"Esse é Sam Anderson, meu convidado especial."

Sussurrou Henry para a noiva, cujo rosto horrorizado começava a desmoronar sob o peso daquela presença grotesca.

_"O que? Você está brincando comigo Henry? Como você convida um morador de rua para nosso casamento?"

Henry sorri e responde.

_" Não seja indelicada, ele é um homem muito importante, eu não poderia deixar de convida-lo."

Henry olhando para Sam, disse em voz alta.

_"Creio que meu convidado irá querer se apresentar a todos os presentes."

Sam, confiante, pegou o microfone das mãos de Henry.

Sam Anderson, com suas mãos calejadas e o rosto marcado pelo sol do Texas, contrastava violentamente com os smokings de seda e os vestidos de grife.

Ele limpou a garganta, ignorando os olhares de desprezo, e começou a falar com a voz firme de quem não tem nada a perder.

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