ZOE
O despertar de Zoe Garcia acontecia antes mesmo de o sol tingir o céu. No pequeno apartamento em Fiera, o som da cafeteira italiana é o sinal de que mais um dia de luta começou. Aos 22 anos, Zoe carrega no sorriso a vivacidade do Brasil e, no olhar, a seriedade de quem aprendeu cedo que o destino exige esforço.
Embora Milão seja a capital da moda e do luxo, a realidade de Zoe e Laura é feita de escolhas conscientes e contas na ponta do lápis. O bairro de Fiera, com suas ruas residenciais e atmosfera acolhedora, é o refúgio delas. É um lugar que abraça o cansaço de Zoe quando ela volta para casa.
Viver na Itália não é o conto de fadas que muitos imaginam. Entre o aluguel apertado e as mensalidades da faculdade, cada euro é suado. Laura, a mãe que é seu porto seguro, faz o que pode para ajudar, mas é Zoe quem assume o papel de "leoa" da casa.
O dia de Zoe é uma maratona de contrastes:
Manhã e tarde na Salvattore Technologies, Zoe circula entre executivos de terno impecável e tecnologia de ponta. Como copeira, ela é a eficiência em pessoa. Organiza cafés, garante que as reuniões fluam e mantém a postura impecável. Ela observa o mundo dos negócios de perto, absorvendo cada detalhe, sabendo que um dia estará do outro lado daquelas mesas de vidro. Por isso estuda Economia e Gestão Empresarial.
A noite, o cansaço físico do serviço da copa dá lugar ao esforço mental. Na faculdade, Zoe é a aluna que não se permite piscar. O que mantém Zoe de pé é o carinho por Laura. Mesmo quando o corpo pede descanso, ela chega em casa e ainda tem disposição para preparar um chá, ouvir como foi o dia da mãe e planejar o futuro.
_"Não é apenas sobre sobreviver na Itália, mãe. É sobre conquistar o nosso espaço aqui,"
Costuma dizer Zoe enquanto revisa seus livros sob a luz fraca da sala.
Sua inteligência e natureza destemida fazem com que ela não se curve diante da xenofobia velada ou das barreiras linguísticas que surgem ocasionalmente no trabalho. Ela é brasileira, é resiliente e tem a garra de quem sabe que Milão, com todo o seu brilho, ainda vai ouvir o seu nome.
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O NOVO CEO
O aroma de café recém-passado preenchia a copa da Salvattore, mas o cheiro de ansiedade no ar era ainda mais forte. Entre o tilintar de xícaras de porcelana e o vapor das bandejas, o assunto era um só: a chegada do herdeiro.
Antonella e Juliana estavam debruçadas sobre o balcão de granito, os olhos brilhando enquanto conferiam o reflexo nos celulares pela décima vez.
— Dizem que ele estudou em Nova York, e passou pela melhor faculdade.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O CEO Italiano e a Brasileira