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O CEO Italiano e a Brasileira romance Capítulo 40

— A dona Gioconda foi despachada para o inventário lá no subsolo. Ordem direta da presidência, parece que o RH resolveu dar uma rasteira nela hoje. Temos a tarde só para nós.

Ao lado, Antonella, que devorava um pão com manteiga com os olhos fixos no celular, deu um tapinha na mesa para chamar a atenção.

— Falando em presidência... Lucca, você viu as fofocas? Ficou sabendo do noivado do bonitão, o Henry Salvattore, com a Chiara Valenti?

Henry sentiu o estômago dar um nó. Ele arqueou uma sobrancelha, tentando manter a fachada de indiferença.

— Noivado?

Perguntou, com uma curiosidade genuína, mas tingida de confusão.

— Não sabia, não. E por que o povo está falando isso por aí?

— Menino, está em todos os portais!

Antonella virou a tela do celular para ele.

Dizem que sábado passado teve um jantar secreto na mansão dos Valenti. O Henry foi para lá exclusivamente para pedir a mão da Chiara. Estão chamando de "o casamento do século".

Henry olhou para a tela do celular de Antonella. Ele sentiu uma pontada de irritação; a mídia conseguia fabricar um romance inteiro a partir de sombras e poeira.

Zoe soltou um suspiro longo, pegando uma caneca de chá e olhando para o vazio por um momento.

— Ah, Antonella, deixa isso pra lá!

Zoe interrompeu, o tom de voz mudando para algo mais sóbrio.

— Não deveríamos perder nosso tempo falando do chefe. Ele vive em um mundo que não é o nosso, Lucca.

Henry fixou o olhar nela, sentindo o peso das palavras.

— O que quer dizer com isso?

Ele perguntou suavemente.

— É um mundo de poder e dinheiro.

Zoe continuou, dando de ombros com uma ponta de melancolia.

_Para pessoas como ele, relacionamentos são contratos e sentimentos são acessórios. É tudo para crescer mais o império. A gente aqui vive de verdade; eles vivem de aparência.

O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor para Henry. Ali, sentado naquela copa humilde como Lucca, ele nunca se sentira tão real e, ao mesmo tempo, tão distante da mulher que o fazia querer abandonar a presidência para sempre.

— E você, Zoe?

Henry perguntou, encostando-se casualmente no balcão de granito, tentando adotar a postura desleixada que imaginava ser a de Lucca.

— Onde você costuma almoçar? Tem algum lugar bom aqui por perto ou você foge do prédio?

Zoe soltou um riso curto, ajeitando uma pilha de guardanapos.

— Fugir? Quem me dera, Lucca. A equipe da copa almoça aqui. A empresa até tem aquele restaurante enorme bem ao lado do prédio, mas a gente recebe a comida aqui.

Antonella, que terminava de organizar as bandejas de prata, entrou na conversa sem desviar os olhos do trabalho:

— É bem melhor assim, acredite. A gente acha mais confortável almoçar no nosso canto. O restaurante do lado recebe todos os funcionários da Salvattore, é uma confusão de gente, barulho de pratos, conversas de escritório...

Ela fez uma pausa dramática.

— Sem contar que a presidência e os diretores almoçam na área VIP restrita. É outro mundo lá dentro, longe dos olhares dos mortais.

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