O CEO sem coração romance Capítulo 115

RÔMULO

— Rapaiz, tá pra nascer um casal que aproveitou mais uma viagem de avião do que esse meu amigo, Rômulo e a Linda! — Gustavo comentou. — Chupação do cacete! Não deve estar com menos do que uma língua roxa.

Eu, Linda e Rodrigo rimos, mas eu e com certeza a Linda também, ficamos constrangidos.

— Verdade, Guga. Beijaram por todo mundo, pela viagem toda. — meu irmão completou.

— Bando de invejosos. — entrelacei meus dedos com os dedos da Linda, após entrarmos no ônibus do aeroporto. Ela estava sentada do meu lado e sorriu pra mim.

Eu gostei e não foi pouco dessa atitude dela. Só foi difícil segurar a vontade de passar do ponto. Percebi que a Kettelyn estava bastante incomodada com a nossa movimentação ali nos bancos.

Ela escolheu o lugar errado para sentar ao comprar as passagens.

Jamais deixaria de beijar a Linda por causa de algum incomodado.

Falando em Kettelyn, ela apareceu ali perto da gente no ônibus.

— Beijamos mesmo e os incomodados que se mudem. — Linda comentou.

Eu não preciso me preocupar em defender essa mulher, pois ela mesma tem a capacidade de fazer isso bem antes de eu mover um dedo. Afrontosa que só. Não baixa a cabeça para ninguém. Gosto muito disso na Linda. Está para nascer alguém que a intimide.

— Rapaiz… — Rodrigo ficou admirado, junto com o Gustavo.

Depois de uma breve viagem de ônibus até o desembarque, pegamos nossas malas e fomos todos para o resort. Que pelo que eu vi, só tem piscinas, quadras de esporte e é perto da praia. Nada demais. Acho que o que conta são as companhias.

Eu estava bem acompanhado.

Quando chegamos no resort, fizemos o check-in e fomos guardar as malas no quarto.

Eu e Linda ficamos com um quarto para nós dois. Quando ela olhou para a cama, percebi que ficou tensa.

Eu não vou forçá-la a nada. Já acho uma sorte ela ter ficado comigo mesmo depois daquela conversa que tivemos. Talvez ela tenha ficado com pena de mim no dia em que fiquei bêbado. Eu devo ter falado muita coisa até convencê-la a ficar comigo, mas depois de semanas juntos eu já me acostumei com as coisas desse jeito. Não estamos juntos por causa do sexo.

Antes até que eu pensava somente isso, mas agora eu nem me iludo mais.

Kettelyn disse que iríamos para a piscina.

Como todos vamos ficar juntos, eu e a Linda também vamos.

— O que achou da viagem de avião? — lembrei de perguntar a ela, enquanto abria a minha mala para procurar uma sunga e um short.

— Bom, a decolagem não foi muito boa não, mas depois você sabe, né. — ela também mexia na mala, falando com um leve sorriso.

— Você só me beijou por causa da Kettelyn, não foi?

Ela olhou para mim e estreitou os olhos. — Ela queria fazer programinha com você. Ou você não percebeu? A gente ia assistir o filme e ela já veio "Rômulo, eu trouxe alguns filmes…" — imitou, fazendo careta. — Você queria assistir? Porque se queria, desculpa, na volta eu deixo.

— Não. — ri. — Eu percebi sim, mas claro que eu não iria te deixar de lado para assistir com ela.

— Eu nunca vi uma mulher levar tantos foras e ainda continuar insistindo. Ela é o verdadeiro significado do ditado que o brasileiro nunca desiste. Só vive dando a cara a tapa. Da próxima vez que ela der a cara eu dou o tapa.

— Linda! — fiquei perplexo com os planos dela e ri com isso.

— Não estamos no escritório, então eu posso fazer isso sim.

— Não precisa ser tão agressiva.

— Você que o diga.

Eita!

Encontrei o que eu queria e fui vestir no banheiro. Quando saí, ela entrou para trocar as roupas.

Saiu do banheiro com um vestido que nem dava para ver direito se ela estava com biquíni.

— Que foi? — ela perguntou um pouco intimidada.

— Nada. Só está muito bonita, como sempre. — levantei da cama e lhe dei um abraço.

Ela me encarou com o rosto todo corado. — Estranho, né?

— O que?

— Você me abraçando e eu deixando. Nós dois juntos… não é estranho?

— Muito, mas se a gente for raciocinar vai ficar esquisito. — a soltei rindo e ela foi para a sua mala. — Vamos?

— Vou pegar protetor.

— Ok.

[•••]

Os dois folgados já estavam nas espreguiçadeiras, tentando convencer as garotas a passar protetor neles. Eu fui direto sentar com eles.

— Bermuda e camiseta, Rômulo?! Não se garante não?

— Eu não preciso ficar me mostrando pra ninguém. — sentei numa espreguiçadeira e a Linda sentou na outra, perto de mim.

— Rômulo, você não passou protetor não, né? Vira pra mim. — ela pediu.

Eu olhei para a cara do meu irmão e meu amigo e esnobei os dois, que mesmo usando sungas e se mostrando os garantidos, não tem alguém para passar protetor neles.

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