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O Chefe Zilionário é meu Marido Secreto! romance Capítulo 178

CRISTINA SANTIAGO

CINCO ANOS DEPOIS...

A sala de estar da Mansão Petterson, que um dia foi descrita em revistas de arquitetura como "um exemplo imaculado de minimalismo moderno e elegância", agora parecia ter sido atingida por um meteoro colorido.

Havia peças de Lego espalhadas pelo tapete de valor inestimável. Uma capa de super-herói estava pendurada no lustre de cristal (não me perguntem como foi parar lá, a física das crianças de cinco anos é um mistério). E no centro de tudo, havia uma cabana feita de lençóis e cadeiras.

Eu estava encostada no batente da porta, segurando uma xícara de chá, observando a cena com um sorriso que fazia minhas bochechas doerem.

De dentro da cabana, ouvi sussurros conspiratórios.

— Câmbio, Base Lunar — a voz de Dante soou, abafada pelos lençóis. — O monstro alienígena está se aproximando?

— Negativo, Comandante Petterson — a voz grave e inconfundível de Ethan respondeu. — O radar mostra que a "Mamãe Gigante" está parada na porta, apenas observando. Acho que ela vem em missão de paz. Ou trazendo biscoitos.

ri alto, denunciando minha posição.

— A "Mamãe Gigante" não trouxe biscoitos, mas trouxe um aviso: o jantar sai em vinte minutos. E se essa sala não voltar a parecer uma casa habitável, o Comandante e seu imediato vão ficar sem sobremesa.

O lençol se levantou.

Dois pares de olhos me encararam. Ethan estava sentado no chão, de pernas cruzadas, vestindo um terno de três peças sem o paletó e a gravata, com um capacete de plástico torto na cabeça. Dante, meu menino de cinco anos, estava vestido com seu pijama de astronauta favorito.

— Código Vermelho, papai! — Dante gritou, saindo da cabana. — A missão "Arrumar Bagunça" foi ativada!

— Entendido, soldado. — Ethan se levantou, estalando os joelhos (o que me fez rir), e tirou o capacete de plástico com uma dignidade que só ele possuía. — Vamos lá.

Fiquei assistindo enquanto os dois homens da minha vida corriam pela sala, jogando brinquedos dentro das caixas organizadoras.

Olhei para Ethan. Cinco anos se passaram desde nosso casamento. Cinco anos desde que prometemos amar e cuidar um do outro. E ele tinha cumprido cada palavra.

Ele tinha desacelerado o ritmo na Petterson construtora, delegando mais para Nico (que agora era vice-presidente e precisava de terapia para lidar com o estresse que Ethan costumava carregar sozinho), para poder estar em casa para o jantar todas as noites. Ele nunca perdeu uma apresentação da escola, nunca perdeu uma vacina, nunca perdeu um pesadelo de madrugada.

Ethan Petterson se transformou em um pai que usava capacetes de plástico e construía fortes de lençol.

— Tempo! — Dante gritou, jogando a última peça de Lego na caixa. — Recorde mundial, mamãe?

— Absolutamente — concordei, caminhando até ele e pegando-o no colo, embora ele estivesse ficando pesado demais para isso. — Você é o astronauta mais rápido da galáxia.

Dante riu e beijou minha bochecha, depois se contorceu para descer.

— Vou lavar a mão! — ele anunciou, correndo em direção ao banheiro.

Fiquei sozinha com Ethan na sala agora organizada. Ele caminhou até mim, passando a mão pelo cabelo desalinhado, e me envolveu pela cintura.

— Oi, Sra. Petterson — ele sussurrou, e o brilho nos olhos dele ainda me causava o mesmo frio na barriga de anos atrás.

— Oi, Sr. Petterson. — Ajeitei a gola da camisa dele. — Bela cabana.

— Engenharia de ponta. Usei a cadeira Barcelona como viga mestra. Espero que o arquiteto não se revire no túmulo.

— Acho que ele perdoaria por uma boa causa.

Ethan me puxou mais para perto, roçando o nariz no meu pescoço, inspirando fundo.

— Você está cheirosa. E está radiante hoje. Aconteceu alguma coisa no trabalho? Lauro finalmente levou a esposa reclamona para tirar férias e te deixou a consultoria?

— Não — ri. — Lauro vai morrer naquela mesa de escritório. Mas... eu tenho uma novidade.

Ethan se afastou um pouco para olhar meu rosto.

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